terça-feira, 25 de outubro de 2011

Almas Mercenárias

Tem se tornado comum a referencia aos líderes apóstatas da Palavra de DEUS como bispulhas, apústulas e putriarcas. Da minha parte, prefiro descrever suas abominações a nomeá-los, ou como diz o dito popular “narrar o milagre e omitir o santo”, pois creio que os atos abomináveis em si já identificam os agentes. Creio também que é possível que em algum momento eles se arrependam e retornem ao caminho do Pai, valendo-se de seus dons e talentos para causas realmente nobres e menos pecuniárias.

Há um detalhe, porém, que me salta aos olhos: Nenhum tirano prevalece sem seu séquito de almas mercenárias. Hitler não teria saído dos discursos inflamados sobre caixotes nas ruas da Alemanha pós-guerra sem que houvessem aqueles dispostos a alimentar a sua abominação. O recém-defunto Kadhaffi não teria permanecido por 42 anos no poder sem o suporte de boa parte do povo líbio. Ou seja, tão culpado quanto os ditadores e líderes eclesiásticos apóstatas é o povo que os alimenta e enriquece. Tão desprezíveis quanto os bispulhas, apústulas e putriarcas é o seu exército de almas mercenárias.

A alma mercenária tem seu comportamento ditado por aquele que lhe oferecer mais daquilo que ela deseja: a proximidade com o poder, sem no entanto trazer para si o ônus da responsabilidade de quem de fato detém o poder. Daí que, pelo ralo, escorrem a justiça, a misericórdia e a magnanimidade dos líderes legítimos, restando a calúnia, a difamação, o autoritarismo e a truculência covarde.

Inicialmente, a alma mercenária se comporta como quem tem as melhores intenções. Em pouco tempo, porém, aqueles que a cercam se apercebem do que há de verdadeiro ali: a cobiça do poder irresponsável, o “sair na foto”, o “ser visto junto”. A alma mercenária se reconhece incompetente para o poder que almeja, mas não resiste ao menor sinal de que as migalhas cairão da mesa dos poderosos, ao alcance das suas mãos.

A alma mercenária é frequentemente escorraçada da presença de seus ídolos. Apesar de servi-los, sua presença contínua e próxima lhes é abjeta. Quando isso acontece, rosna, murmura e amaldiçoa a mão que a enxotou. Ato contínuo, sai em busca de quem dê ouvidos aos seus lamentos intermináveis. No entanto, ao menor sinal de simpatia de seu ídolo perverso, retorna, lépida e fagueira, como um cão que abana o rabo para o homem que há pouco o surrou. Passa então a murmurar contra aqueles que há pouco suportavam seus gemidos de humilhação.

A alma mercenária não se dá conta que toda sua utilidade se resume a fazer o trabalho sujo para o predomínio da abominação que ela segue, o que a torna tão culpada quanto. Os assassinos extremistas e os difamadores sistemáticos são exemplos de almas mercenárias, capazes de destruírem suas próprias vidas em troca de um aceno de cabeça de seus ídolos humanos. Sua percepção limitada do que é a vida os impede de construir sua própria prosperidade, por isso optam por contemplar a prosperidade de seus ídolos como se sua fosse, jactando-se do poder alheio como se fosse seu próprio.

A personalidade da alma mercenária é fartamente ilustrada na literatura secular, mas encontra sua perfeita descrição em 2 Pedro 2. (Não deixe de ler)

Nos romances, são os assistentes dos cientistas loucos, prontos a gargalhar ante o triunfo diáfano de seus mestres, mas sem a necessária agilidade para escapar de suas explosões de fúria nos momentos de frustração de seus intentos malignos. São os escravos dos grão-vizires, que tramam contra os califas. São os bobos-da-corte dos imperadores do mal, prontos para encenar pantomimas que aplaquem o ódio que corrói o coração de seus mandatários.

Almas mercenárias não tem outro objetivo na vida a não ser o de servir a homens de poder. Não conseguem entender o sentido de um relacionamento direto com DEUS, daí dependerem de déspotas fascinantes e carismáticos que lhes ditem o caminho a seguir. Mergulhados em sua miséria espiritual, mendigam por um olhar simpático de seus deuses-homens, nem que seja de relance.

Não consideram buscar a Verdade, pois esta lhes é por demais pesada, se comparada à mentira que vivem no dia-a-dia. Chegam a se orgulhar das correntes atadas às suas mãos e pés e que os fazem constantemente tropeçar na sua sofrida caminhada. São porcos lavados que retornam à lama para chafurdar. São cães que vez por outra expelem o que lhes está a envenenar, mas retornam avidamente a lamber de volta todo o veneno que os consome.

Não à toa, a expressão inglesa para mercenários é justamente “cães de aluguel”.

Que DEUS tenha misericórdia e lhes abra os olhos a tempo.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Os quatro pilares do sistema global estão se desfazendo - ao mesmo tempo


Thomas L. Friedman


Segurem os seus chapéus e carteiras. Desde o fim da Guerra Fria, o sistema global vem se mantendo coeso em grande parte devido a quatro acordos críticos. Atualmente todos os quatro estão se desfazendo ao mesmo tempo e precisarão ser reconstruídos. Se e como será feita tal reconstrução – começando pelos Estados Unidos – é o que determinará em grande parte o que conterá a nossa carteira e se o nosso chapéu sairá ou não voando.


Bem, vou colocar a situação de forma bem direta: 
  1. A União Europeia está se fragmentando. 
  2. O mundo árabe está desmoronando. 
  3. O modelo de crescimento da China está sob pressão 
  4. O modelo de capitalismo dos Estados Unidos, movido pelo crédito, sofreu um ataque cardíaco de advertência e necessita passar por uma total reavaliação. 
Promover uma reforma de um só desses fatores já seria uma tarefa enorme.
Mas implementar as quatro ao mesmo tempo – em um momento no qual o mundo se encontra mais interconectado do que nunca – seria algo simplesmente extraordinário. Nós nos vemos novamente “presentes na criação” - mas na criação do que?


Comecemos pelo Oriente Médio, o poço de petróleo do mundo. Os líbios acabam de se juntar aos tunisianos, egípcios e iemenitas na derrubada dos seus ditadores, enquanto os sírios e os iranianos esperam seguir esse exemplo em breve. Com o tempo, praticamente todos os autocratas do Oriente Médio serão depostos ou obrigados a compartilhar o poder. O velho modelo não tem como se sustentar. Tal modelo baseava-se em reis e ditadores militares que se apossavam das receitas oriundas do petróleo, entrincheirando-se no poder – protegidos por exércitos e serviços de segurança bem financiados – e comprando segmentos chaves das suas populações. A tampa que escondia essas práticas foi arrancada explosivamente por uma rebelião da juventude árabe que atualmente pode ver como todos os demais estão vivendo e que não aceita mais prontamente ser deixada para trás, não receber educação, ficar desempregada, ser humilhada e viver em estado de impotência. Mas embora esse velho sistema do Oriente Médio – baseado em um punho de ferro e na manipulação de petrodólares para manter coesas sociedades multiétnicas e multirreligiosas – tenha se fragmentado, levará algum tempo para que essas sociedades redijam os seus próprios contratos sociais para determinar como elas viverão sem que haja um punho de ferro controlando-as a partir de cima. Esperem o melhor, mas preparem-se para tudo.


Mais ao norte, a União Europeia e da zona do euro constituíam-se em uma boa ideia, que poderia ser exposta da seguinte forma: teremos a partir de agora uma união monetária e uma moeda comum, mas deixemos que cada um administre a sua própria política fiscal, contanto que eles prometam trabalhar e poupar como os alemães. Ah, mas isso era muito bom para ser verdade. Grandes programas de welfare (Estado de bem-estar social) em alguns países europeus, sem contar com as rendas oriundas da produção local para financiá-los, acabaram levando a uma montanha de dívida – dívida que são, em sua maioria, propriedade de bancos europeus – e, a seguir, a uma revolta dos credores. Os produtores e poupadores do norte da Europa estão agora costurando um novo acordo com os gastadores – os chamados PIIGS: Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha. É improvável que os alemães simplesmente pulem fora da União Europeia, já que uma grande parcela das suas exportações se destina a esses países que gastam demais e que não são competitivos. Em vez disso, os europeus do norte estão tentando impor aos PIIGS uma disciplina mais rígida e baseada em regras. Mas que quantidade de medidas austeras esses países seriam capazes de absorver, especialmente se houver mais estresse social devido a recessões profundas? Não serão apenas os londrinos que sairão às ruas. De uma maneira ou outra, a União Europeia ficará menor ou mais rígida, mas nesse processo ela poderá passar por uma transição caótica e traumática que ainda não foi contabilizada em termos de mercado.
Seguindo para o leste, a China tem se baseado em um modelo construído sobre uma moeda deliberadamente desvalorizada e em um crescimento liderado pela exportação, com baixo consumo doméstico e alto nível de poupança. Isso permitiu ao Partido Comunista chinês sustentar um acordo único com o seu povo: nós lhes daremos empregos e melhores padrões de vida, e vocês nos darão o poder. Mas agora esse acordo está ameaçado. O desemprego persistente nos mercados norte-americanos e europeus da China está fazendo com que o modelo de Pequim, baseado em uma moeda desvalorizada, no baixo consumo e no alto índice de exportação, se torne menos sustentável para o mundo. 
A China também precisa enriquecer antes que envelheça. Ela precisará sofrer uma mudança de uma situação em que os dois genitores poupam para um filho, para outra em que um filho pagará pela aposentadoria dos dois genitores. Para fazer isso, o país precisará fazer uma transição de uma economia baseada na montagem, na cópia e na manufatura para outra baseada no conhecimento, nos serviços e na inovação. Isso exigirá maior liberdade e mais Estado de direito, e já é possível presenciar uma demanda crescente por isso. Alguma parte terá que ceder na China.
Quanto aos Estados Unidos, nas últimas décadas nós prosperamos com uma economia guiada pelo consumo e pelo crédito, por meio da qual nós sustentamos uma classe média com a utilização de mais esteroides (crédito fácil, hipotecas subprime e construção civil) e menos criação de músculos (educação, criação de qualificação profissional e inovação). Isso nos lançou em um enorme buraco, e, agora, a única forma de sairmos dele é por meio de políticas novas e híbridas que misturem cortes de gastos, aumento de impostos, reforma cambial e investimentos em infraestrutura, educação, pesquisa e produção. Mas essa mistura não se constitui na agenda de nenhum dos dois partidos. Existem as seguintes possibilidades: ou os nossos dois partidos encontram uma maneira de colaborar em uma postura de centro em relação a essas novas políticas híbridas, ou um terceiro partido emergirá – ou então a nossa atual situação de estagnação e sofrimento só piorará.
Em um momento no qual o mundo experimenta tantas mudanças drásticas ao mesmo tempo – em uma situação que já é caracterizada por um alto nível de desemprego e por economias fracas –, a necessidade de que os Estados Unidos, o mais importante de todos os pilares, sejam sólidos como uma rocha é maior do que nunca. Se não nos organizarmos – algo que exigirá uma ação coletiva que normalmente está reservada para períodos de guerra –, nós não estaremos apenas prolongando uma crise norte-americana, mas também alimentando uma crise global.
Tradução: UOL

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Segundo o Fantástico, o atentado de 11 de setembro foi o maior atentado histórico. Dissertem sobre.

11Set2001 pode não ter sido o maior atentado histórico, mas foi o que mais mudanças provocou no mundo.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Desagravo sobre o "Ratimbum" e outras sandices "góxpeu"

A César o que é de César, pelo amor de DEUS!


Cessem de multiplicar conhecimento falso, que só serve para distraí-los e roubar-lhes tempo que deveria ser aplicado no estudo das Escrituras.
O autor do texto sobre o "Ratimbum" que pulula nas redes gospel desse país é uma pessoa mal intencionada, um feiticeiro gospel, tal e qual Simão, que seria capaz de pagar pela unção dos apóstolos, caso ela estivesse à venda. Sua intenção é nos roubar mais um momento de alegria inocente, que temos com nossas crianças. Não existe tal maldição, a não ser na cabeça de quem a criou, e por ela responderá a DEUS no dia do seu julgamento.


Demonizar o que é inocente é apenas mais uma das estratégias satanicas para desviar o povo de DEUS do caminho que deve seguir.


NADA, repito, NADA há de demoníaco nessa palavra, e mesmo quem não tem conhecimento bíblico, mas terminou o 2º grau sem faltar às aulas de Portugues, saberá identificar nela uma ONOMATOPÉIA, ou seja, uma figura de linguagem para a grafia de um ruído, tal como "Crash!", "Zoomp!" e "Bang!" das revistas em quadrinhos.


A palavra "Ratimbum" é a onomatopéia de uma rufo de fanfarra circense, aquelas bandinhas de circo, e é na verdade composta por tres outras onomatopéias, a saber:


"Rá" = Rufo do tarol, ou caixa de guerra.
"Tim" = Batida dos pratos gemeos, ou pratos de contra-tempo.
"Bum" = Batida do bumbo, o maior dos tambores da fanfarra.


Percebem agora o som? Um rufo de caixa, um bater de pratos, um bater de bumbo e uma alma maldosa criam uma mentira que pessoas desavisadas multiplicam pela rede e que portanto, nada mais é do que o som de uma fanfarra circense, usada para sonorizar o momento apoteótico da música executada.


Dediquemo-nos mais ao que é santo, que de fato carecemos, o conhecimento da Palavra de DEUS, que nos afasta do engano e demos menos espaço para divulgação de sandices e ignorancias, conforme recomenda Paulo a Timóteo quanto às "lendas de velhas".


DEUS os abençoe!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Sete dicas para manipular uma igreja

(Um dos melhores textos já publicados até hoje pelo Genizah. Se voce conhece alguma igreja assim, preste bem atenção naquele que ocupa o púlpito, independente do título que ele carrega).

Franklin Rosa



Pode até parecer hilário, mas essas dicas são uma coletânea de várias presepadas gospel que já presenciei de perto, ao vivo e a cores, nesses anos em que tenho me dedicado ao Evangelho.

Para vice-deuses, pai-póstolos, mãe-póstolas, apóstolos, bispos, pastores, presbíteros e todos os interessados em ter um culto e uma comunidade atraente, que se renda aos seus pés sem questionamentos nem argumentações.

Porque me limitei em 7? O 7 é um número profético, o número da perfeição e dá sorte. He!He!


1ª Contrate cantores gospel que mexam com as emoções. Não se importe se o cachê for o olho da cara, o importante é tocar no mais profundo dos sentimentos e fazer o povo chorar, rir, gritar, andar de quatro na unção do leão, do cachorro, do macaco, etc. O povo gosta de dinamismo, e se não tiver “baderna” santa que traga diversão, você vai ser chamado de caretão!

2ª Seja um “Expert” em invenções sobrenaturais. Aprenda urgentemente a elaborar “Profecias, Revelações, Visões, Línguas Estranhas, Unções do Paletó e do Sopro Divino”, e demais peculiaridades do gênero. Isso é tiro e queda. Não se esqueça que quando estiver operando esses “dons”, tem de passar credibilidade, e para isso, chore, faça cara de contrito, dê alguns pulinhos, e se possível, arrisque até salto mortal ou golpes de Jiu-Jitsu evangélico. AH! E o mais importante: Diga em alto e bom tom: “ASSIM DIZ O SENHOR!

3ª Quando for pregar, seja astucioso. Use texto fora do contexto com pretexto, porque assim você consegue colocar cabresto. Seja fanfarrão mesmo, de carteirinha. Por exemplo: Se você gosta que as pessoas reajam as suas pregações, use o texto de Atos 12:21-23 e diga que quem não berrar glória à Deus nem aleluia, vai morrer sendo comido de bicho como foi Herodes. Para que seus asseclas não se aprofundem nas escrituras e descubram sua superficialidade, use o texto de 2ª Coríntios 3:6 e diga sistematicamente que a letra “mata”, mas o Espírito vivifica. Se você é do tipo que não gosta de modernismos na indumentária nem na aparência dos seus súditos, sugiro que sublinhe em sua Bíblia textos como: Levítico 19:27, 1ª Pedro 3:3 e Eclesiastes 1:2. Esses são os melhores para você fazer uma lavagem cerebral e dizer que não pode cortar cabelo, usar jóias, passar maquiagen, jogar futebol, pois afinal, “tudo é vaidade”!

4ª Promova campanhas de prosperidade diariamente. Se você quiser, existem até empreendedores evangélicos que vendem “KITS CAMPANHA” pronta entrega, com pontos de contato inclusos como: (cruzinha, rosinha, estacazinha, sabonetinho, perfuminho, etcétarazinha) é show! Na Segunda faça a corrente da empresa própria, terça da fazenda própria, quarta da casa própria, quinta do jatinho próprio, sexta do iate próprio, sábado da ferrari própria, e no domingo, pra torcer o braço de Deus sem dar chance à Ele de dizer não, oriente-os a fazer o sacrifício pessoal, dar o tudo deles (o leite da criança, a passagem do ônibus, até as calças se necessário) exigindo seus direitos. Ah! Sua igreja vai ficar lotada todos os dias de crente centrado em si mesmo, de consumistas selvagens em nome de gezuis!

5 ª Seja frenético, especialize-se em ato profético. Junte um pessoal e bata 4 estacas nas 4 extremidades de sua cidade e leve seu povo a bradar: “Essa cidade pertence ao Rei Jesus”, 21 semanas sem falhar. Você vai motivá-los a orar pela cidade. Faça o cerco de Jericó em volta de sua Igreja e dê sete voltas com a turba clamando: “As muralhas vão cair”, você notará a diferença no evangelismo, pois eles derrubarão as portas das casas se preciso for para falar de Jesus. Se sua região tem influências demoníacas, alugue (para aqueles que não pertencem ao ministério do “MALACHEIA” nem do “NABUCOTERRANOVA” e não podem comprar) um helicóptero ou um teco-teco, arregimente sete apóstolos vestidos de branco (se não tiver os dito cujos pode baixar o nível e usar até os diáconos da Igreja se preciso for), mas não se esqueça de levar um barril de azeite de Israel e orientá-los a lambrecar a cidade do alto gritando: “Sai Exu Boiadeiro em nome de gezuis”. Vai ser sucesso absoluto, renderá até primeira página de Jornal, e você se tornará o herói deles!

6ª Seja um difusor do cristianismo judaizante. Do evangelho meia boca. Nem lá nem cá. Um pé no velho e um no novo testamento. Objetos como: candelabro, arca da aliança, bandeira de Israel, são indispensáveis para a decoração do seu templo/tabernáculo hebraico. Convide ativistas do hebraísmo que flertam com o cristianismo, para serem preletores em dias de festa. Eles carregam consigo um ar de espiritualidade diferenciada. Se você precisar eu conheço um que vem a caráter. O cabra é “bão” e tem a unção do “Pedala Robinho”, derruba gente de montão. A tira-colo vem um outro com Shofar, e a hora que o menino sopra o instrumento, é um “xororô” danado. É sapato de fogo, aviãozinho, unção da lagartixa, o frenesi come solto, e o povo é estuprado psicologicamente pedindo: “Eu quero é mais!”. Se pelo menos uma vez por ano você trazer um desses ao seu aprisco, o povo será “RÉ-NOVADO”, e você ganha a confiança de todos com a credencial de “Pastor Espiritual”.

7ª Matricule-se em um curso de artes cênicas. Faça do altar um palco, do templo um circo, do povo uma platéia passiva. Aqui não existe nada fixo. Alterne os papéis. Se preferir pode fazer o gênero “Dramalhão”, que está sempre na provação. Tens a opção também junto a ala feminina do “Brad Gospel”, aquele que conquista só no olhar (é claro, se não fores o rascunho do mapa!). Existirão dias em que você poderá encarnar o velho e saudoso “BOZO”, e fazer a galera se borrar de rir. Experimente também o “David Copperfield”, invente e faça desaparecer tumores malígnos que nunca existiram. Está bem na moda também o “Dr. Hollywood”, lipoaspiração pentecostal. Ou uma última sugestão: “O ghostbuster”, faça campanhas do descarrego, corredor do sal, contrate alguns endemoninhados profissionais, e coloque os “bicho” de ponta cabeça pra igreja ver o quanto você é fera! Eles irão temê-lo e reverenciá-lo!

Depois de seguir essas 7 dicas, você está apto e credenciado a “Déspota Espiritual”. Parabéns!


Mas não se esqueça que também ouvirá:
 
“Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi, abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” Mateus cap. 7 vs 21 ao 23.
 


Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2011/02/sete-dicas-para-manipular-uma-igreja.html#ixzz1D7AO2yIf
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O Sentido Real de Santidade

Santidade não é sinonimo de pureza. DEUS é santo e puro. Alguns de nós são santos, mas não puros, posto que todos herdamos o pecado de Adão.

A etimologia da palavra "santo" remete a "separado", simplesmente.

Se cremos que santidade é pureza, então não podemos afirmar que somos todos iguais, pois aí alguns de nós seriam mais puros que outros - o que definitivamente não é verdade.

Se no entanto, cremos que santidade é distinção, separação, então podemos afirmar que todos os homens são iguais, posto que alguns foram separados dentre os iguais para serem disseminadores da Palavra de DEUS aos seus iguais. 

Santificar-se pode ter o sentido de destacar-se dos demais pela abstenção de práticas abomináveis a DEUS. Quando DEUS ordena ao seu povo no deserto "Santifiquem-se, pois amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós" é a esse sentido que se refere.

Enquanto permanecer em nós a herança do pecado de Adão, estaremos sujeitos a combater em nós mesmos as obras da carne - e só teremos vitória ao realizarmos em nós o fruto do Espírito.

Por isso então, nem todos conseguem ser santos e nem todos os santos conseguem realizar o fruto do Espírito em sua plenitude ao longo de sua vida.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Jovens Pastores em Crise

"Pois tudo tem que virar óleo / Pra mover a máquina do estado". 


Onde se le "estado", leia-se "instituição". E "instituição" é qualquer ajuntamento humano com objetivos comuns.


O cerne da questão parece estar no fato que várias instituições tem assistido à perversão de seus objetivos comuns iniciais, para se concentrarem quase que unicamente no sustento muitas vezes opulento de suas lideranças. Os ideais, os princípios e valores da instituição tornam-se meras peças de marketing para garantir a canalização de recursos que venham a garantir a opulencia dos "donos da marca".


Não é à toa que há crise entre os jovens pastores - entre os sinceros, fique bem claro. Pois até mesmo a nova geração já tem gerado com prodigalidade pastores claramente carreiristas, totalmente adeptos do novo contexto institucional, que não priorizam tanto a sua missão original quanto valorizam o status e a possibilidade de cedo estarem sentados num dos tronos da instituição a que servem com tanto denodo.


O que começa amando o erro terá dificuldade para corrigi-lo - e a si mesmo.