Como Está o Teu Arco?
Robson Lelles
"Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta." (Salmo 127:3-5)
Eis que o Senhor te deu flechas. Mas, como está o teu arco?
Toda vez que leio este versículo do Salmo 127, não consigo dissociar a menção das flechas à existência de um bom arco. Se os filhos são flechas, então podemos afirmar que o arco representa a união do pai com a mãe - o matrimônio. Essa analogia é interessante a partir do ponto que se percebe que um arco é composto de dois elementos indispensáveis: a haste e a corda. O que antes era simplesmente uma vara de madeira (ou metal) e um pedaço de corda - dois objetos separados, com funções distintas e vários usos possíveis - tornam-se um, com a finalidade de lançar flechas ao alvo.
Analogamente, pai e mãe se unem em matrimônio para formar uma família, que tem por objetivo oferecer aos seus filhos o maior alcance possível em termos de horizonte e futuro. Quem já teve oportunidade de brincar de arqueiro quando criança sabe do que estou falando e concorda comigo: de nada adianta termos flechas de boa qualidade na aljava (a bolsa de flechas, geralmente colocada às costas ou na cintura do arqueiro), se o instrumento utilizado para lançá-las não estiver à altura. Também de nada adianta colocar essas flechas de boa qualidade nas mãos do melhor arqueiro se o instrumento utilizado para lançá-las não estiver à altura de quem as lançará.
Então volto à pergunta anterior, agora detalhando um pouco mais: DEUS tem te dado boas flechas? E o teu arco, como está? Falando claramente: Como está o teu casamento?
A Haste armazena a potência com que a Flecha será lançada.
Ao analisarmos a haste de um arco, percebemos que o material utilizado na sua fabricação tem a capacidade de, ao ser retesado, retornar ao desenho original ao cessar a tensão, tantas quantas forem as vezes que esse esforço se repetir. O material da haste do arco não empena, não amassa. Recebe a tensão da corda, se flexiona, mas retorna à posição original assim que a tensão acaba. Ao retesarmos corretamente a corda de um arco, transferimos de nossos músculos a energia suficiente para lançarmos uma flecha à distância máxima.
Imaginemos agora se a haste do arco fosse feita de um material dúctil, macio, como o estanho ou o chumbo. Ao aplicarmos nosso esforço para retesar a corda, o arco se amassaria e formaria algo parecido com a letra "C" e não retornaria à posição original. Ao soltarmos a corda, ela penderia, frouxa. Não conseguiria lançar a flecha na direção do alvo. Por isso as hastes dos arcos são feitas de material flexível - madeira ou bronze, conforme citado na Bíblia, ou ainda fibra de carbono, na moderna versão do esporte olímpico.
A flexibilidade do material de que é feita a haste do arco, bem como a sua resistência e o seu desenho, determinam o esforço que poderá ser aplicado sobre ele e, consequentemente, o tanto que a flecha poderá ser lançada longe. Arcos feitos com material frágil, mole ou quebradiço, acabam por não desempenhar bem a sua função de lançar as flechas o mais longe possível. Da mesma forma, um pai/marido rígido demais - ou liberal demais - não consegue desempenhar corretamente sua função de transferir o máximo de energia à flecha, ampliar os horizontes para os seus filhos e eles acabam caindo, sem força alguma, ou mesmo permanecendo na aljava, já que não há um arco em condições de lançá-los. Alguns arcos, mais sofisticados, chegam a ter uma mira, que orienta o arqueiro quanto à precisão da sua flechada.
A Corda transforma a potência armazenada no Arco em energia, para lançar a Flecha até o alvo.
A corda de um arco pode aparentar certa fragilidade, mas cabe a ela a tarefa de curvar a haste do arco e imprimir-lhe a tensão necessária para lançar a flecha sempre que o arqueiro puxar-lhe até o ponto certo e soltar-lhe no momento certo em que o alvo está na mira.
Ela não pode ser muito fina, para que a haste do arco não a rompa com a tensão que ela lhe imprime. Também não pode ser muito grossa, a ponto de comprometer a precisão do lançamento da flecha. Não pode ser muito comprida, pois não retesará a haste o tanto quanto ela deve ser retesada. Também não pode ser muito curta, ou tensionará demais a haste e acabará por quebrá-la.
Igualmente à haste, ela deve ser flexível e elástica, porém de um material mais sutil que a haste do arco: fibra vegetal, couro, fibra sintética. Não pode ceder diante da tensão que o arqueiro lhe impõe, pois de outra forma o conjunto perderia a força e as flechas não seriam lançadas tão longe. Assim como a corda de um arco são as mães/esposas: cordas muito ásperas acabam por ferir a mão do arqueiro, mas as cordas muito macias afrouxam e fazem o arco perder a força para lançar as flechas o mais longe possível.
Para que a Flecha atinja o alvo, os três elementos são necessários.
Uma haste flexível e leve, uma corda precisa, com a resistência, comprimento e precisão adequadas formam um arco capaz de lançar flechas com a força necessária para atingir o alvo. No entanto, é necessário que alguém segure firmemente o arco, encaixe a flecha na corda e a apoie no centro do arco, para então retesar a corda, mirar no alvo e finalmente lançar a flecha com a força e direção certas para atingir o centro do alvo.
Na mesma medida, pai e mãe ajustados e equilibrados, atuando em harmonia, como um arco preciso e potente, conseguem preparar filhos ajustados e equilibrados para cumprir sua missão na vida. No entanto, é necessário que DEUS se faça presente na família, através da fé de pais e filhos no propósito que DEUS tem para suas vidas. É preciso que os ensinamentos de JESUS CRISTO se façam presentes na prática do seu dia-a-dia, para que o arco não se rompa e a flecha não se perca. É preciso que a presença do ESPÍRITO SANTO de DEUS esteja presente nos corações de pais e filhos, a fim de que a missão se cumpra e as flechas acertem o alvo, cada uma a seu tempo.
É preciso que Arco, Corda e Flecha sejam corretamente guiados.
A presença de DEUS na vida familiar é o que garante que os pais levarão seus filhos a um futuro glorioso, dentro do propósito de DEUS, tal como o arqueiro hábil, que com as mãos guia a mira do arco na direção do alvo, aplica a tensão certa sobre a corda e então lança a flecha certeira. Quando o ESPÍRITO SANTO toma lugar no casamento, o fruto é certamente agradável, o alvo certamente será atingido.
Gálatas 5:22-23 nos ensina: "Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei."
Portanto, firmados na Palavra de DEUS, pai, mãe e filhos frutificarão em amor apesar do ódio que campeia no mundo. Frutificarão em gozo e paz a vitória que DEUS já lhes concedeu pelo amor de JESUS CRISTO. Frutificarão em longanimidade diante de frustrações que rondem em derredor. Frutificarão em benignidade e bondade mesmo que todos em volta se comportem de forma malévola. Frutificarão em fé diante de causas aparentemente impossíveis. Frutificarão em mansidão e temperança diante dos ataques do inimigo, pois DEUS tem caminhado à sua frente e lutado as suas lutas. Firmados na Palavra de DEUS, serão chamados filhos do Altíssimo e sim, acertarão o alvo, em nome de JESUS. Amém.
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Anunciando a Guerra dos Clones
Será que este mundo tem tentado fazer com que o pai e o útero materno se tornem obsoletos?
Nos anos 70, foi dado o primeiro passo para que o PAI se tornasse obsoleto no processo de multiplicação da raça humana, e por conseguinte na FAMÍLIA em si, quando foi desenvolvido o processo de fertilização artificial. Passou a ser cada vez mais comum que "famílias" de mães e filhos de pais desconhecidos proliferassem.
Ainda assim, precisavam do útero materno - a mãe ainda era indispensável. Mas a figura do PAI foi fragilizada e considerada dispensável. Nas nações mais desenvolvidas, atuais detentoras das riquezas do mundo, é comum encontrarmos famílias de mães e filhos de inseminação artificial, que não conhecem seus pais biológicos e não tem a figura paterna como parte de sua formação moral e espiritual. Vários deles já são adultos nos dias de hoje.
Nos anos 90, foi dado o primeiro passo para que até mesmo a MÃE se tornasse obsoleta no processo de multiplicação da raça humana, e por conseguinte a noção de FAMÍLIA deixasse de existir, quando anunciaram a clonagem de uma ovelha. Na verdade, a instituição atacada neste passo foi a união - CASAMENTO - de homem e mulher, macho e fêmea, para concepção de herdeiros. Coincidência ou não, clonaram um espécime fêmea de um CORDEIRO. Mas, por que não clonaram antes um ratinho branco, comum nos laboratórios, já que clonar um macaco traria um escândalo que talvez tornasse insustentável a continuidade do processo, pela sua proximidade com o gênero humano? Por que havia de ser uma ovelha (cordeiro)?
Apesar desse passo, ainda era necessária a figura da mãe biológica, da qual não se podia prescindir o útero que abrigaria os embriões clonados. Mas é inegável o sentimento - FALSO, entenda-se - de ETERNIDADE conferida às pessoas clonadas através de seus clones. Para nos calar a boca, prometeram curas maravilhosas através de um subproduto da clonagem - as células-tronco - que nada mais são que isso: um mero subproduto de um processo muito mais complexo e terrível que avançou mais uma etapa.
Hoje, vinte anos depois, até mesmo o ÚTERO MATERNO se torna dispensável, com o advento do útero artificial. A figura da MÃE se torna obsoleta, tal como a figura do PAI na fertilização artificial, tal como a união - CASAMENTO - no processo de clonagem.
Então prossigo meu raciocínio:
Homens e mulheres ainda são necessários para fornecer as matrizes para essas experiências, mas até quando? A resposta é simples: homens e mulheres originais, nascidos de uniões heterossexuais, serão necessários como provedores de sementes até o momento em que a população de clones gerados em úteros artificiais for suficientemente numerosa para torná-los dispensáveis com suas imperfeições e falhas incontroláveis.
As implicações vão mais além: Que força armada do mundo desenvolvido se furtaria a formar exércitos inteiros de seres clonados e gerados em úteros artificiais, sem vínculo emocional algum com qualquer etnia ou mesmo pessoa, para dominar outra etnia ou nação? Que indústria do mundo desenvolvido se furtaria a investir numa força de trabalho formada por clones gerados em úteros artificiais, sem direitos trabalhistas, sem aposentadoria, sem plano de saúde, sem salário-educação?
A literatura mais uma vez se revela profética: "Blade Runner - O Caçador de Andróides" cita o advento dos Replicantes, clones humanos com vida útil de 4 anos, inicialmente projetados para substituir o homem nos trabalhos mais perigosos. Estes seres inteligentes passam a se questionar o porquê de não terem família, o porquê de viverem apenas quatro anos apesar de serem física e intelectualmente mais capacitados que os seres humanos que os controlam. Enfim, se revoltam contra os seus criadores. Em paralelo, a sociedade retratada no filme é cada vez mais decadente, movida a reposições de órgãos clonados, em grande parte por vaidade e bel-prazer.
Conclusão:
Hitler pode ter morrido em 1945, mas os seus sonhos de desenvolver uma "raça pura" e o espírito que o movia estão em plena atividade neste século. Ontem, de forma dissimulada. Hoje, escancaradamente. Os líderes do mundo assim chamado desenvolvido, os senhores do poder bélico e econômico, investem furiosamente naquilo que consideram a salvação de suas economias inchadas e saturadas, que não têm mais para onde crescer, a não ser sobre as terras dos países não desenvolvidos.
A invasão do Iraque, imperfeita e falha, como os humanos que a lideraram, é só a semente do modelo que predominará até que os exércitos de clones estejam prontos para a próxima fase. Porque até então há o clamor de pais, esposas e filhos dos que derramam seu sangue naquelas areias, para que o mundo desenvolvido tenha sua ração diária de petróleo para a manutenção do seu poder. Esse clamor impede que maiores atrocidades sejam cometidas em nome da economia mundial, que prometeu menos trabalho e mais consumo e nos entregou menos empregos e mais violência.
Mas, e quando os novos soldados não tiverem pais, esposas e filhos que chorem suas mortes em campo de batalha? O que podem esperar os países não desenvolvidos que ainda detém reservas de água potável, terras agricultáveis e reservas energéticas? Uma invasão de exércitos clonados a mando de países militarmente poderosos?
Imagino - mas não consigo aceitar - um mundo onde uma reduzidíssima elite "humana" detenha tanto poder a ponto de promover essa profecia que acabo de descrever. Porque nada disso se dará com estrépito ou alarde, porque isso não é típico do espírito que os move para roubar, matar e destruir.
"Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça."
Que DEUS tenha piedade de nós. Amém.,
Nos anos 70, foi dado o primeiro passo para que o PAI se tornasse obsoleto no processo de multiplicação da raça humana, e por conseguinte na FAMÍLIA em si, quando foi desenvolvido o processo de fertilização artificial. Passou a ser cada vez mais comum que "famílias" de mães e filhos de pais desconhecidos proliferassem.
Ainda assim, precisavam do útero materno - a mãe ainda era indispensável. Mas a figura do PAI foi fragilizada e considerada dispensável. Nas nações mais desenvolvidas, atuais detentoras das riquezas do mundo, é comum encontrarmos famílias de mães e filhos de inseminação artificial, que não conhecem seus pais biológicos e não tem a figura paterna como parte de sua formação moral e espiritual. Vários deles já são adultos nos dias de hoje.
Nos anos 90, foi dado o primeiro passo para que até mesmo a MÃE se tornasse obsoleta no processo de multiplicação da raça humana, e por conseguinte a noção de FAMÍLIA deixasse de existir, quando anunciaram a clonagem de uma ovelha. Na verdade, a instituição atacada neste passo foi a união - CASAMENTO - de homem e mulher, macho e fêmea, para concepção de herdeiros. Coincidência ou não, clonaram um espécime fêmea de um CORDEIRO. Mas, por que não clonaram antes um ratinho branco, comum nos laboratórios, já que clonar um macaco traria um escândalo que talvez tornasse insustentável a continuidade do processo, pela sua proximidade com o gênero humano? Por que havia de ser uma ovelha (cordeiro)?
Apesar desse passo, ainda era necessária a figura da mãe biológica, da qual não se podia prescindir o útero que abrigaria os embriões clonados. Mas é inegável o sentimento - FALSO, entenda-se - de ETERNIDADE conferida às pessoas clonadas através de seus clones. Para nos calar a boca, prometeram curas maravilhosas através de um subproduto da clonagem - as células-tronco - que nada mais são que isso: um mero subproduto de um processo muito mais complexo e terrível que avançou mais uma etapa.
Hoje, vinte anos depois, até mesmo o ÚTERO MATERNO se torna dispensável, com o advento do útero artificial. A figura da MÃE se torna obsoleta, tal como a figura do PAI na fertilização artificial, tal como a união - CASAMENTO - no processo de clonagem.
Então prossigo meu raciocínio:
Homens e mulheres ainda são necessários para fornecer as matrizes para essas experiências, mas até quando? A resposta é simples: homens e mulheres originais, nascidos de uniões heterossexuais, serão necessários como provedores de sementes até o momento em que a população de clones gerados em úteros artificiais for suficientemente numerosa para torná-los dispensáveis com suas imperfeições e falhas incontroláveis.
As implicações vão mais além: Que força armada do mundo desenvolvido se furtaria a formar exércitos inteiros de seres clonados e gerados em úteros artificiais, sem vínculo emocional algum com qualquer etnia ou mesmo pessoa, para dominar outra etnia ou nação? Que indústria do mundo desenvolvido se furtaria a investir numa força de trabalho formada por clones gerados em úteros artificiais, sem direitos trabalhistas, sem aposentadoria, sem plano de saúde, sem salário-educação?
A literatura mais uma vez se revela profética: "Blade Runner - O Caçador de Andróides" cita o advento dos Replicantes, clones humanos com vida útil de 4 anos, inicialmente projetados para substituir o homem nos trabalhos mais perigosos. Estes seres inteligentes passam a se questionar o porquê de não terem família, o porquê de viverem apenas quatro anos apesar de serem física e intelectualmente mais capacitados que os seres humanos que os controlam. Enfim, se revoltam contra os seus criadores. Em paralelo, a sociedade retratada no filme é cada vez mais decadente, movida a reposições de órgãos clonados, em grande parte por vaidade e bel-prazer.
Conclusão:
Hitler pode ter morrido em 1945, mas os seus sonhos de desenvolver uma "raça pura" e o espírito que o movia estão em plena atividade neste século. Ontem, de forma dissimulada. Hoje, escancaradamente. Os líderes do mundo assim chamado desenvolvido, os senhores do poder bélico e econômico, investem furiosamente naquilo que consideram a salvação de suas economias inchadas e saturadas, que não têm mais para onde crescer, a não ser sobre as terras dos países não desenvolvidos.
A invasão do Iraque, imperfeita e falha, como os humanos que a lideraram, é só a semente do modelo que predominará até que os exércitos de clones estejam prontos para a próxima fase. Porque até então há o clamor de pais, esposas e filhos dos que derramam seu sangue naquelas areias, para que o mundo desenvolvido tenha sua ração diária de petróleo para a manutenção do seu poder. Esse clamor impede que maiores atrocidades sejam cometidas em nome da economia mundial, que prometeu menos trabalho e mais consumo e nos entregou menos empregos e mais violência.
Mas, e quando os novos soldados não tiverem pais, esposas e filhos que chorem suas mortes em campo de batalha? O que podem esperar os países não desenvolvidos que ainda detém reservas de água potável, terras agricultáveis e reservas energéticas? Uma invasão de exércitos clonados a mando de países militarmente poderosos?
Imagino - mas não consigo aceitar - um mundo onde uma reduzidíssima elite "humana" detenha tanto poder a ponto de promover essa profecia que acabo de descrever. Porque nada disso se dará com estrépito ou alarde, porque isso não é típico do espírito que os move para roubar, matar e destruir.
"Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça."
Que DEUS tenha piedade de nós. Amém.,
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