sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A quem interessar possa, nesse ano de eleições:

Sou dos que creem que quando DEUS ordena, até o diabo obedece, o que não o torna santo pelo fato de ter obedecido (vide Jó).

Creio também que é graças ao desvio doutrinário de uma multidão de líderes cristãos de todas as denominações - sem exceção - que chegamos a esse ponto, tanto nesse país, como no mundo.

Transformaram seus ministérios em carreiras profissionais e suas igrejas em negócios voltados ao lucro, inaugurando uma era de neofarisaísmo, com impactos inéditos e nefastos sobre a comunidade cristã - e por consequência, no mundo como um todo.

Os verdadeiros cristãos não estão no Congresso, nem nas Câmaras, nem nos altos postos do governo.

Neste momento, eles estão nas cracolândias, presídios, orfanatos, hospitais e asilos, cuidando daqueles que foram feridos física e espiritualmente pelas consequências do Cristianismo Contábil, do lucro fácil que alimenta governos como o nosso, em troca de favores corporativos e pessoais.

Gostaria de ter o desprendimento de um Estêvão e orar a DEUS pedindo que os perdoem, pois não sabem o que fazem - não fosse o fato de ter certeza de que sim, eles sabem o que fazem!

Quem já esteve enfurnado até o último fio de cabelo nessa lama toda saberá sobre o que estou falando.

Graças a DEUS, aprendi a duras penas a não depositar a minha vida, nem a da minha família, nas mãos de homens, nem espero deles salvação alguma que seja proveitosa.

DEUS tem me bastado todos os dias - e deveria bastar a todos que dizem segui-Lo, sem que fossem necessários estratagemas humanos para garantir esse ou aquele aspecto de nossas vidas.

DEUS nunca nos impôs algo como um "mal necessário", do tipo "rouba, mas faz". Ele nos mostrou o caminho, nos ensinou a verdade e nos concedeu a vida. Quem é contra a verdade é contra DEUS. Quem desvia o inocente do seu caminho, é contra DEUS. Quem é contra a vida, é contra DEUS. Não basta ser favorável à vida e pregar um evangelho voltado a Mamon - ainda assim seremos contra DEUS.

Quem quiser, siga rótulos e siglas. Eu e minha casa seguiremos ao Senhor.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O Grammy, a Graça e o Evangelho: 3 coisas que o Grammy pode lembrar aos cristãos



Como os 2014 Grammy Awards sinalizarm uma mudança na cultura americana?

Ed Stetzer

O destaque cultural do Grammy seria, certamente, Queen Latifah supervisionando uma cerimônia de casamento em massa.

Não foi apenas uma cerimônia de casamento gay, mas a cerimônia ocorreu durante o hino do casamento gay “Same Love”, de modo que a intenção e o foco eram claros. Havia diferenças exteriores entre os casais nas pistas - diferentes combinações de gênero, etc, -, mas a mensagem central do momento era que a “igualdade” está no amor e, portanto, a canção “Same Love”.

O Grammy não é representativo da nossa cultura, mas de certa forma ele é indicativo de suas mudanças.

Mudanças Culturais


Agora, a apresentação do Grammy não é o show que você assiste de forma crítica, com comentário cultural ou de entretenimento familiar. As notícias indicam que muitos pais ficaram chocados com Beyoncé (entre outros). Sinceramente, tenho que saber se esses pais já ouviram falar da Beyoncé até agora, e por que eles estavam esperando que o Grammy fosse familiar. ( O vestido de Jennifer Lopez em 2000 é fácil de lembrar no recesso escuro de nossas memórias. )

Assim, o Grammy não é representativo da nossa cultura, mas de certa forma ele é indicativo de suas mudanças. E no momento, o Grammy é um bom momento para nos lembrarmos de algumas coisas.

Primeiro, a cultura mudou e está mudando.


Aqueles que foram marginalizados há dez anos (lembre-se, os presidentes Clinton e Obama antes eram oposição ao casamento gay) não são apenas aceitos, eles são comemorados. E aqueles que detêm a um padrão bíblico de casamento estão”parafraseando um livro escrito três mil e quinhentos anos atrás”(uma frase tirada de”Same Love", que muitos diriam foi a canção-chave da noite).

No entanto, não foi apenas uma mudança de pontos de vista sobre o casamento gay. Continuamos a ver a objetificação das mulheres, comunicando que o talento importava menos do que a aparência. (E, Pepsi, obrigado por tornar claro como você valoriza as mulheres nos comerciais.) O engrossamento da linguagem e mais estavam em exposição.

Os tempos estão mudando.

Em segundo lugar, os cristãos estarão cada vez mais desconfortáveis neste mundo e vão lutar para se expressar sobre a Graça.

Como Natalie Grant (artista indicada ao Grammy duas vezes no show) twittou:”Nós deixamos o Grammy cedo. Tenho muitos pensamentos, a maioria dos quais são provavelmente melhor deixar dentro da minha cabeça.”Eu entendo e aprecio a ela e seu comentário. No entanto, não vamos ter sempre a mesma opção. Além disso, é um lugar assustador para ser se as pessoas de fé não puderem viver e falar sobre o que a sua fé ensina e valores.

Podemos queixar-nos de como tudo mudou, mas as pessoas têm feito isso por um longo tempo.

O fato é que o Grammy não reflete os valores da América. Ele é uma ostentação que reflete (e impacta) a cultura de uma forma distorcida, mas talvez cada vez mais de uma forma que as pessoas de fé não o fazem.

Como nos encontramos em um novo mundo, devemos nos lembrar de falar de amor e de verdade, sempre usando palavras cheias da Graça de Deus.

Em terceiro lugar, há uma grande oportunidade para mostrar a diferença que Cristo faz.

Filipenses 2:14-15 nos chama para “sermos irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus que são irrepreensíveis em uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo.” Esse tem sido o nosso chamado por 2.000 anos. Ainda é o nosso chamado hoje.

Podemos queixar-nos de como tudo mudou, mas as pessoas têm feito isso por um longo tempo. Talvez em vez disso, podemos descaradamente defender a verdade que conhecemos e a esperança que temos.

Parafraseando um livro de 2.000 anos de idade, vamos mostrar e compartilhar o amor de Jesus. Mais uma vez.

Para onde vamos a partir daqui?

Como a cultura muda e encontra novos caminhos, não vamos gritar: “Saia do nosso gramado moral proverbial!”

Então, de volta para Natalie Grant. Ela tuitou segundos após sua declaração acima mencionada, “Eu nunca estive mais honrada em cantar sobre Jesus e para Jesus. E eu nunca tive tanta certeza do caminho que eu escolhi.”

Concordo.

Como a cultura muda e encontra novos caminhos, não vamos gritar: ”Saia do nosso gramado moral proverbial!” Vamos falar com graça e amor, brilhar como luz numa cultura em mudança, e apontar as pessoas para o evangelho que mostra que melhor caminho, mais uma vez.

Você pode ler todos os outros comentaristas aqui. Aqui estão alguns trechos de alguns dos outros:

Dr. William Brown, Chanceler da Universidade de Cedarville:

“Depois de tudo o que foi escrito sobre o Grammy 2014, encontro-me a pensar sobre a presença de Deus no evento. Claro, ele estava lá. Ele nunca perde um show. A música é o Seu dom para a criação. Mas o presente pode ser usado ou abusado. O Grammy apresentou uma série de ambos. Isso é um exagero óbvio, mas é verdade na maioria das vezes: ”Música é uma questão de gosto: Letras são uma questão de verdade.” Havia poucas saídas do grito para Deus, desde os artistas, o ser mais estranho de Sean Carter (Jay- Z): ”Eu quero agradecer a Deus, quero dizer, um pouco por este prêmio, mas principalmente para todo o universo por conspirar e colocando aquela bela luz de uma jovem senhora na minha vida”, disse Jay-Z, olhando para Beyoncé.”

John Stonestreet, co-apresentador do “Breakpoint Radio” e apresentador do ”Breakpoint This Week" e “The Point”:

“É uma pena quando a arte é afogada em um mar de som e fúria. Há alguns anos atrás, no Grammy, eu estava muito animado quando o talento vocal de Adele and The Civil Wars ofuscaram o exorcismo bizarro no palco de Nicki Minaj. Ontem à noite, o pêndulo pareceu mudar de volta para o sensacionalismo e longe da arte. Como crente na graça comum, eu também acredito na supressão da Graça descrita em Romanos 1. A imagem de Deus em nós permite que os seres humanos sejam quase infinitamente inovadores, mas a arte é morta pelo impulso de vanguarda na maioria de suas formas. Havia muito mais a adoração da criação do criador ontem à noite, ainda mais do que o habitual.”


Gregory Alan Thornbury, Ph.D, presidente do King’s College:

“Se você ouviu o som do bocejo ao redor da América, esta manhã, não foi porque o país ficou até tarde assistindo o Grammy: é porque ficamos entediados com ele. O Grammy uma vez importava porque a música pop importava. Certa vez, J. Edgar Hoover acompanhou o movimento de estrelas do rock, como John Lennon, porque ele era uma ameaça política percebida, porque ele era anti-establishment. Hoje em dia, os nossos astros do rock são o establishment, o que não é muito... bem... rock and roll.”

Fonte: Cristianismo Hoje (Trad: Robson Lelles)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A Engenharia Genética da Política "Feijão-com-Manga" Brasileira

No governo FHC assistimos à Social-Democracia aliar-se paradoxalmente ao suprassumo liberal do PFL.

Em seguida, assistimos ao Lulopetismo associar-se paradoxalmente ao clientelismo prostituto peemedebista. 

E agora, a "insustentável" Marina Silva se associa ao ex-sócio minoritário pessebista do lulopetismo clientelista prostituto peemedebista. 

Tudo em nome do poder - do acesso ao poder, para poder cumprir promessas diáfanas, vaporosas, transmutáveis como a lagarta que acha que é borboleta, mas sai mariposa do casulo onde sonhava suas grandezas particulares e seus vôos diurnos irrealizáveis, posto que é criatura da noite.

O que mais podemos esperar em termos de misturas improváveis na política "Feijão-com-Manga" brasileira? 

Cá entre nós: o que Marina Silva fez foi vender (barato, muito barato!) os seus potenciais 20 milhões de votos ao PSB, para não sumir da cena política brasileira. Simples assim. Questão de sobrevivência, pura e simples. Em que DEUS a senadora confia, afinal? A que "deus" ela tem dado ouvidos em suas orações, para tamanho disparate?

Até 2015, eleitores! Porque 2014 já está definido e formado - e é feio, muito feio mesmo.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Pobres professores: Miserável é o país que vos escorraça!

Uma categoria profissional que se torna desnecessária ao projeto de um governo, torna-se o cão a ser chutado.

Se hoje os professores são chutados, caceteados e bombardeados nas ruas deste país, não se surpreendam: foi assim que começou a Revolução Cultural Chinesa de Mao Zedong. Os próximos serão os intelectuais e depois os empresários. Isso aconteceu logo ali atrás, na década de 1960.

Parabéns, eleitores! Eles só fazem isso porque receberam o poder através do seu voto. Só os eleitores podem tirá-los de lá.

Não esperem que militares com vencimentos vilipendiados venham tomar alguma iniciativa, como em 1964, até mesmo porque a motivação foi bem outra: à época, tentava-se evitar que que estes que hoje estão no poder transformassem o Brasil numa Mega-Cuba, numa URSS tupiniquim. 


Lembrando: nações comunistas nunca sobrevivem mais que sete décadas, antes de ruírem em si mesmas.

Agora eles estão no poder, através do voto popular. A memória não é triste: é inexistente, é amnésia coletiva. Quem não aprende através do exemplo, aprenderá pela dor, não tenham dúvida a respeito. 


Tirá-los por meio de um golpe seria o cúmulo do paradoxo, simplesmente incabível a essa altura da nossa evolução social. Portanto, somente o povo, através do voto, pode tirá-los de lá. E pode fazê-lo já em 2014.

Ou então, esperar por mais meio século para que esse fruto amargo se espatife no chão e se torne comida de vermes, naturalmente.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Crônica de uma morte falsamente declarada e a lei dos 25%

Em 1992, a imprensa noticiava a chegada do CD-ROM como sendo a morte da mídia impressa e por conseguinte, das livrarias. Eu, declaradamente rato de livraria, imediatamente discordei e aproveitei aquela discordância para montar o meu TCC na disciplina de Marketing na Universidade Cândido Mendes. O trabalho recebeu o título de "Shopping Multimídia: Mecanismo de Transição para o Mercado Editorial", que apresentava o conceito dos estabelecimentos que hoje chamamos de Megastore - não com esse nome, é claro.

O professor Fernando gostou da ideia e me "ordenou" apresentar aquele trabalho, convertido em monografia, num concurso promovido pela Confederação Nacional de Diretores Lojistas, patrocinado pela Losango. Diante da minha resistência, ele me perguntou: "Se você não apresentar, vai ganhar algo?" Respondi que não, óbvio. Ele então me atropelou com "E se você apresentar e não vencer, vai ganhar algo?" Respondi de novo que não, já percebendo onde ele queria chegar. O xeque-mate veio em seguida: "Mas se você apresentar e vencer, vai ganhar uma bolsa de estudos para fazer pós-graduação onde quiser, certo?" Claro que respondi que sim.

Acabara de aprender a "Regra da Probabilidade Máxima de Sucesso" em qualquer empreendimento, ou seja: 

  • O mundo nos dá no máximo, bem no máximo, apenas 25% de probabilidade de sucesso diante de uma boa ideia. 
  • Os primeiros 50% você desperdiça quando resolve não implementar a ideia que teve.
  • Outros 25% você desperdiça quando resolve implementar a ideia mas ela não dá certo, pelas mais variadas e diversas razões. 
  • No fim, restam 25% de probabilidade da ideia dar certo e você ganhar alguma coisa com ela. 
Resolvi arriscar os meus 25% e venci o concurso, apesar de eu mesmo não acreditar naquela possibilidade!
Resultado: Ganhei a pós-graduação e fui cursar Marketing no IAG da PUC-RJ, onde convivi com algumas das mentes mais brilhantes que alguém poderia conhecer.

Três anos depois, em 1995, a Livraria Saraiva inaugurava sua primeira Saraiva Megastore em São Paulo, e logo depois outra, também em São Paulo, depois no Rio de Janeiro (Rua do Ouvidor), e depois em vários outros lugares.

Estava provado que o CD-ROM não acabaria com a mídia impressa, nem com as livrarias. Muito pelo contrário, convivem bem até hoje, inclusive com o recém-chegado e-Book e seus e-Readers.

sábado, 14 de setembro de 2013

Quer paz nas ruas? Convoque os Black Blocs para esquentar as manifestações!

Certa vez, durante um treinamento na Comissão Interna de Prevenção de Acidentes de uma grande operadora de Telecomunicações, aprendi que incêndios em postos de combustíveis e poços de petróleo podem ser melhor combatidos se colocarmos um tambor cheio de gasolina bem no meio do fogo (usando uma grua). A explosão do conteúdo do tambor espalha as chamas e consome instantaneamente o oxigênio que mantinha as chamas - e de repente o fogo simplesmente apaga.

Chama-se a essa tática "combater fogo com fogo".

Os Black Blocs nada mais são que tambores de combustíveis colocados estrategicamente (por quem se sente muito atingido) no meio do incêndio das manifestações populares. Quando eles explodem, os manifestantes do bem se retiram e o fogo da manifestação simplesmente se extingue, já que nenhum cidadão de bem quer se misturar com vândalos e baderneiros.

Captaram a maldade e a inteligência caminhando juntas nessa história? Então...

sábado, 7 de setembro de 2013

As feridas nas mãos de meu pai e o futuro do Brasil

Hoje, sete de setembro de 2013, meu pai me escreveu a seguinte mensagem:

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Estive na Presidente Vargas.

Saí de casa às 09,30h, peguei um ônibus e mais ou menos umas 10:40h, cheguei à Presidente Vargas. No ônibus, recebi uma mensagem que já tinham invadido a área de desfile e a confusão já tinha começado. Quando cheguei em frente ao prédio do Detran, procurei ver onde estava a maior concentração e, lá na esquina da Presidente Vargas com a Rio Branco estava a maior concentração de pessoas com bandeiras dos sem-terra, do PSTU, do PCB do B, do LGBTS, cartazes pedindo a saída do governador Cabral, bondinho de Santa Tereza, um grupo de black blocs proferindo insultos e palavrões de todo tipo (pareciam cães hidrófobos), muitos policiais acompanhando os movimentos desse grupo de arruaceiros.

Foi iniciada a caminhada rumo à Central do Brasil. Tudo ia bem até chegar em frente ao Panteão, onde estava armado o palanque do desfile, que já tinha terminado. Alguém lançou dois morteiros e aí começou o corre-corre e os policiais começaram a atirar bombas de gás lacrimogênio nos manifestantes. Foi quando, ao me virar para correr, caí e feri as duas mãos no chão.

Conclusão: Não vi um número expressivo de pessoas imparciais quanto aos grupos partidários, homossexuais e outras tribos. Achei ridículo o número de pessoas para uma chamada tão intensa como foi feita através da internet. Estive presente no primeiro movimento da UNEMFA no Rio de Janeiro para reivindicar melhoria do armamento e dos vencimentos do pessoal das Forças Armadas na abertura dos Jogos Olímpicos: foi um fiasco, se lá estiveram dez componentes foi muito.

Estive presente na caminhada de Copacabana pelo mesmo motivo (armamento e vencimento): se lá estiveram umas cem pessoas foi muito,
foi outro fiasco.

Então me perguntei: Eu estou vendo chifre em cabeça de cavalo? O PT não está destruindo esse país? O governo do PT não está comunizando o Brasil? Não houve mensalão? Enquanto o governo distribui milhões para os ditadores de países africanos, a educação e a saúde está "quase de primeiro mundo"? Será que o povo precisa mesmo passar pela experiência da Rússia, China, Cuba, Coreia do Norte onde já mataram e continuam matando o povo de fome ou fuzilamento?

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Respondi ao meu pai (e a todos os que me leem):

Comparem o número de pessoas realmente esclarecidas nesse país e o tamanho dele.
Já disse anteriormente que nosso povo - a esmagadora maioria dele - não aprende pelo exemplo, mas pela experiência. Não adianta o povo ver a barba do vizinho pegando fogo - ele tem que ter a própria barba queimada, para saber que quem tem barba grande tem que soprar a vela de longe, não de perto.

De onde vieram os arruaceiros mercenários do Black Bloc, se não das mesmas entranhas dos que se engalfinham pelo poder de poder roubar esse país? A revolução que eles buscam é a revolução que lhes dará o poder de poder roubar no lugar dos que hoje roubam - e que por sinal tomaram o lugar dos que roubavam antes.

Foi preciso eu estar enfronhado nessa coisa toda, cheio de idealismo, no fim da década de 1980 e início da década de 1990 para entender que o idealismo era meu, mas o poder, quando fosse conquistado, seria deles, não meu, pois eu era apenas lenha para queimar na caldeira da locomotiva deles. Como lenha, eu era precioso, porque pouquíssimos se prestavam a esse tipo de voluntariado. Mas o trono era para aqueles mesmos de sempre. A mim, cabia apenas queimar no forno da caldeira.

Não me junto a lado nenhum nessa lama toda que está acontecendo hoje no país, porque simplesmente todos os lados são compostos de bandidos da pior espécie, que roubam bilhões e bilhões sem o menor remorso, enquanto se revestem do manto de protetores da nação. Não existe bandido bom, embora alguns creiam nisso. Não existe "rouba, mas faz" - existe "rouba e deixa migalhas caírem no chão".

O povo precisava eleger Lula para saber que um comunista no poder é apenas mais um ladrão que gosta de usar vermelho - só muda o estilo.


O pronunciamento de Dilma Roussef à véspera do 7 de setembro é a prova que eles sabem - como ninguém - distorcer a realidade com palavras, como nunca antes na história desse país. Os beneficiários dos Bolsa-Esmola vibram com isso e vibrarão até o dia que o país quebrar. Aí, quem sabe, escolherão um novo déspota para salvá-los da própria ignorância - o voto de um estúpido vale tanto quanto o de um esclarecido. Estados miseráveis prosseguem elegendo representantes que os mantém raquíticos e dependentes. A Globo e a Band publicaram o efeito do pronunciamento da presidenta inteligenta: se fosse hoje, estaria reeleita, sem qualquer chance para os outros candidatos, que são por sua vez tão imundos quanto ela e seus 39 bandidos-chefes do Executivo.

Falar o que do pior Congresso Nacional já eleito na história desse país?
Eles não tomaram o poder através de um golpe de estado - foram todos eleitos! Eleitos pelo povo! Com voto obrigatório - obrigação civil, qual uma bomba relógio na mão de um idiota! Com voto de legenda, que direciona o meu voto para os corruptos-mor, donos dos partidos, em quem eu nunca, jamais votaria!

Quem já enfrentou - e venceu, como eu - um câncer sabe como é: não se toma conhecimento de que se tem câncer, até que surge algo incômodo, aparentemente inofensivo, que um antibiótico ou um anti-inflamatório "resolve" entre 7 e 10 dias. Mas aí o incômodo não passa e você resolve se examinar mais a fundo, para então tomar consciência de que é algo imensamente mais sério, e que o tratamento vai matar células doentes, mas também matará células saudáveis.


Nessa hora, há quem escolha não matar as células saudáveis e viver o que ainda lhe resta de vida. Não se medicam e esperam o momento final, estoicamente, como se nada estivesse acontecendo - até mesmo negam a doença.

E há quem decida enfrentar o câncer, mesmo que no fim do tratamento esteja tão debilitado que mal possa se levantar da cama. Essa tem sido a minha escolha desde sempre.

Até agora o Brasil tem optado por tomar analgésicos e antibióticos. Até dói, mas não tanto quanto antes.


Mas vai piorar, tenham certeza, porque as infecções oportunistas vem - e o país vai pedir mais analgésicos, para diminuir a dor: mais bolsa-esmola, mais médicos comunistas, mais paternalismo, mais alianças com os piores líderes do planeta, mais mãos passadas nas cabeças dos piores ladrões que este país já enfrentou, mais certeza de impunidade. 


Enquanto isso, o câncer vai drenando toda a energia do país, cumprindo a máxima da ex-primeira ministra britânica Margareth Thatcher: O Socialismo só dura até acabar o dinheiro dos outros. Na URSS, expoente máximo do comunismo, ele durou 70 anos. Em seu lugar, levantou-se um regime tão ou mais corrupto que o anterior - na verdade, herdeiros do antigo regime. Quanto tempo durará no Brasil? Quanto tempo o Brasil ainda aguentará, antes da derrocada irreversível?

As manifestações são a febre - apenas isso, febre. 


Que venha a quimioterapia. Que venha a radioterapia, enquanto há tempo de salvar o paciente. Certamente que sairemos muito debilitados no fim de tudo, mas entraremos em remissão e nos reergueremos. Mas certamente não há de ser com a corja que hoje pulula nos prostíbulos a céu aberto que se autodenominam partidos políticos brasileiros.

Que as feridas nas mãos do meu pai doam também nas mãos daqueles que tem optado pelos analgésicos. Talvez assim acordem.


Que DEUS tenha misericórdia de nós.