Humildade Para Reconhecer a Ação de DEUS
Robson Lelles
"TODOS os mandamentos que hoje vos ordeno guardareis para os cumprir; para que vivais, e vos multipliqueis, e entreis, e possuais a terra que o SENHOR jurou a vossos pais. E te lembrarás de todo o caminho, pelo qual o SENHOR teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os seus mandamentos, ou não. E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem. Nunca se envelheceu a tua roupa sobre ti, nem se inchou o teu pé nestes quarenta anos. Sabes, pois, no teu coração que, como um homem castiga a seu filho, assim te castiga o SENHOR teu Deus. E guarda os mandamentos do SENHOR teu Deus, para andares nos seus caminhos e para o temeres." (Deuteronômio 8:1-6)
DEUS pode estar agindo de forma maravilhosa na sua vida nesse exato momento.
Para perceber essa intervenção divina sobre a sua vida, torna-se necessária uma dose de humildade que muitas vezes só pode ser conquistada através de uma provação. Sim, nem todos trazem em si a necessária humildade para reconhecer a intervenção divina em suas vidas.
Alguns, por absoluta falta de fé, consideram-se esquecidos por DEUS.
Passam por provações terríveis e são incapazes de reconhecer que, nos momentos mais críticos, a mão de DEUS se fez presente, livrando-os da vergonha ou da destruição iminente. Lembram-se eternamente da doença ou da tragédia. Contam-na em detalhes que muitas vezes nos fazem senti-la como se tivesse sido em nós mesmos. Esquecem-se de lembrar da cura: de como ela veio, por intermédio de quem, dos percalços superados muitas vezes sem uma explicação lógica. Quando esperam pelo sobrenatural de DEUS, imaginam-no com luzes feéricas e névoas místicas, tão improváveis que se tornam inalcançáveis. Não enxergam DEUS na simplicidade, como por exemplo, no médico que encontrou-os num corredor do hospital e tomou para si a responsabilidade de tratá-los, mesmo estando ele fora do seu turno de atendimento. Ou na copeira que sentiu no coração o desejo de lhe preparar uma refeição especial em função da terapia pela qual estão passando. Ou quem sabe ainda, por aquele remédio necessário que estava em falta, mas foi encontrado no fundo da gaveta, na última hora, na dose certa. O milagre lhes grita ao lado, mas permanecem indiferentes.
Outros, inoculados de soberba, consideram-se imunes a tudo.
Estão "cobertos" pelo sangue do Cordeiro, mesmo quando incorrem em pecado. Meu pai conta que, durante um exercício militar, dois marinheiros iniciaram uma discussão acalorada por um motivo fútil. Em dado momento, um deles ameaçou agredir fisicamente o outro, caso ele não se calasse. A resposta do seu oponente não poderia ser mais equivocada: "Ah, você vai bater em mim?" Ele então curva a cabeça, faz uma breve oração e então dispara: "Pode vir me bater! Eu estou coberto pelo sangue de Jesus!" Ao que o outro arremeteu-lhe um petardo de direita no nariz, fazendo o sangue espirrar. "Agora você está coberto com o seu próprio sangue!", disse-lhe o algoz. O marinheiro, ensangüentado e frustrado na sua falsa crença, ainda teve que compartilhar da mesma cela que o seu agressor. Certamente tiveram tempo suficiente para uma reconciliação durante sua detenção por mau comportamento e para refletir sobre não tentar a DEUS.
Nenhum dos dois extremos traz benefício à sua vida.
Quando leio essa passagem de Deuteronômio, lembro de um episódio difícil que um conhecido pôde superar graças à intervenção de DEUS na sua vida. Este episódio tem a ver com um período em que uma súbita onda de desemprego se alastrou pelo país. Em função da idade e de um alegado "excesso de qualificação" tornou-se muito difícil arranjar colocação. As entrevistas de emprego surgiam com certa freqüência e muitas vezes atingiam à última etapa, mas nunca se convertiam em contratação. O fato dele ter sido durante algum tempo diretor de uma multinacional parecia pesar na decisão dos seus potenciais contratantes - quem afinal desejaria contratar um potencial concorrente? As razões para o fracasso nesses processos não eram diversificadas: faixa etária e superqualificação. Ninguém parecia desejar contratar alguém com experiência internacional, poliglota, entre outros tantos atributos.
Durante intermináveis dias esse homem peregrinou atrás da retomada da sua carreira, aceitando aqui e ali um serviço temporário de que lhe garantisse o mínimo para a subsistência de sua família. Sentia-se mesmo como que atravessando um deserto, mas ele não se afastava do caminho de DEUS. Persistia em agir de forma ética, mesmo diante de apertos. De tanto perambular atrás de trabalho com o par de sapatos decentes que ainda lhe restara, ele temia ficar literalmente descalço de uma hora para outra. No entanto, aquele par de sapatos resistia impávido às caminhadas atrás de trabalho, sem se desgastar. Dia após dia, lá estavam eles, ao pé da cama, logo de manhã, prontos para mais uma jornada de lutas. Ele se admirava da resistência daquele calçado.
Um dia, DEUS disse: "Basta!" e esse homem ganhou uma oportunidade em uma importante empresa, que precisava de alguém experiente para conduzir um processo de mudança interna urgente. Durante uma semana ele acordou cedo, calçou aquele par de sapatos e foi trabalhar confiante, agradecendo a DEUS pela redenção, certo de que novos tempos surgiam no horizonte.
Ao final da primeira semana de trabalho, recebeu feliz o seu primeiro pagamento como homem empregado depois de muito tempo. Dirigiu-se feliz ao caixa para receber sua remuneração, quase não se contendo de emoção pelo momento. Recebeu o pagamento e já se dirigia de volta ao escritório, quando sentiu um súbito alívio nos pés. Os sapatos pareciam bem mais frouxos que o normal. Ele decidiu seguir em frente, mas algum tempo depois foi vencido pela curiosidade e resolveu parar para verificar o que havia com os sapatos. Foi quando verificou que ambas as solas estavam completamente rachadas de um lado a outro, de forma que o ar fresco lhe entrava pelas frestas! Antes de se lamentar pela situação, lembrou-se que aqueles sapatos o acompanharam durante toda a sua passagem pelo deserto das dificuldades... Viu ali que DEUS lhe anunciava que a travessia de fato terminara, que era hora de começar de novo.
Ainda emocionado, entrou numa loja próxima e comprou para si um novo par de sapatos, parecido com o que se perdera e então retornou ao trabalho. Naquela noite, ao chegar em casa, narrou o ocorrido à esposa. Juntos deram graças a DEUS pela sua imensa misericórdia e dormiram em paz. No dia seguinte, aquele velho par de sapatos foi mandado para conserto, com todo cuidado de quem se lembrou que DEUS nunca se esquecera de sustentar aqueles que o buscaram.
DEUS esteja nos sustentando em nossas travessias pelos desertos dessa vida. Amém.
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Fé Para Alcançar Milagres
Fé Para Alcançar Milagres
Robson Lelles
"E, entrando Jesus em Cafarnaum, chegou junto dele um centurião, rogando-lhe, e dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa, paralítico, e violentamente atormentado. E Jesus lhe disse: Eu irei, e lhe darei saúde. E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar. Pois também eu sou homem sob autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu criado: Faze isto, e ele o faz. E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé. Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus; E os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes. Então disse Jesus ao centurião: Vai, e como creste te seja feito. E naquela mesma hora o seu criado sarou." (Mateus 8:5-13)
Por que eu preciso ter fé?
Muitas vezes, vivemos nossas vidas de uma forma tal que parece mesmo que nós não precisamos de mais ninguém. De fato, ter iniciativa nos ajuda a depender menos das pessoas. Porém, quando uma determinada tarefa exige um esforço maior do que a nossa própria capacidade, seja física ou mesmo de conhecimento, é comum pedirmos ajuda: para consertar um motor de carro, para "virar" a laje da casa que construímos, etc. Nessas horas, é comum pedirmos a ajuda de amigos mais chegados ou a ajuda de profissionais especializados para obtermos aquilo que precisamos. Mais que isso: eu preciso acreditar que aquele amigo ou aquele especialista são capazes de me ajudar a resolver o meu problema. Se eu não acredito na capacidade da pessoa a quem eu peço ajuda, no fundo eu não desejo resolver aquele problema. Desejo apenas exibir a minha dificuldade e testar a reação das pessoas diante da minha miséria - exibicionismo do pior tipo.
Mas... e quando a ajuda não pode vir dos homens?
Na vida de todos nós já aconteceu de estarmos sozinhos em situações de aperto, nas quais nós daríamos tudo por uma ajuda providencial, um olhar amigo, que fosse... Pode ser por alguma circunstância fora do nosso controle ou mesmo por alguma posição que tomamos na vida e acabou desagradando a alguém. Ser cristão demanda por vezes tomar decisões contrárias ao senso comum e isso desagrada até mesmo pessoas que nos são muito próximas, gerando mágoas e ressentimentos que podem durar muito, muito tempo. Quem já se viu sozinho diante de dilemas morais e éticos, quando todos apontam para o caminho fácil e sabemos que aquele não é o caminho pelo qual um legítimo cristão pode trafegar, certamente tem noção da profundidade do sentimento de solidão que invade a alma nessa horas. Nessas horas, nossos olhos percorrem o ambiente até onde a vista alcança e não vemos quem possa nos consolar em meio aos olhares acusadores dos homens.
De que adianta todo poder diante das impossibilidades humanas?
Alguns podem acreditar que ter autoridade sobre outras pessoas é a saída - basta ordenar e o que se ordenou será cumprido. Tamanha miopia espiritual já levou muitos à perdição. Vejamos o que nos diz o relato em Mateus 5: O centurião era um homem poderoso, mas não tinha poderes para curar aquela pessoa por quem ele tinha afeição. De que lhe adiantava tanto poder, se ele não tinha o poder necessário para atender àquela necessidade? Se por acaso ele ordenasse a um de seus comandados que curasse aquele seu criado, ele obteria de fato a cura?
Basta uma palavra
Eis aí a grande lição que o centurião romano nos ensina:
O centurião reconheceu em Jesus o PODER para curar seu criado: apesar de não ser judeu, ele viu em Jesus a autoridade e o poder sobre de fato todas as coisas. Ele viu em Jesus para ordenar e fazer cumprir a sua ordem sobre a saúde do seu criado e então curá-lo.
O centurião reconheceu que não precisava da presença FÍSICA de Jesus para que seu criado fosse curado: Além de reconhecer a autoridade e o poder de Jesus sobre todas as coisas, ele também concluiu que um ser tão poderoso não precisaria se fazer fisicamente presente em algum lugar para ali operar o sobrenatural. Bastar-lhe-ia uma palavra daquele ser poderoso e o que ordenara seria cumprido. Não era necessário um retrato de Jesus na parede de um cômodo da casa, ou mesmo uma estátua de Jesus sobre uma estante, mas simplesmente a fé de que a uma só palavra de Jesus, a cura aconteceria - e de fato aconteceu.
O centurião aceitou Jesus primeiro em seu coração e então obteve o milagre da cura do seu criado: Por que se pede a quem não se acredita ter poder para realizar? É sensato pedir algo a alguém que se sabe não ter poder para realizar o que se precisa? Certamente que não. O que se viu ali foi alguém com tamanha fé no poder do Filho de DEUS que sequer demandava a sua presença física no cômodo onde estava o doente a ser curado. A fé do centurião impressionou o próprio Jesus, a ponto de arrancar dele uma declaração de peso: não basta ser rotulado de cristão ou ter nascido num lar cristão para obter o sobrenatural de DEUS, é preciso realmente CRER com todo o coração para então termos o direito de obter de DEUS a graça do seu sobrenatural e mesmo a sua salvação!
Pois então que caiam por terra todos os rótulos e prevaleça a verdadeira santidade que leva DEUS a derramar do seu sobrenatural em nossas vidas.
Tenhamos verdadeira fé para termos verdadeira salvação! Amém.
Robson Lelles
"E, entrando Jesus em Cafarnaum, chegou junto dele um centurião, rogando-lhe, e dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa, paralítico, e violentamente atormentado. E Jesus lhe disse: Eu irei, e lhe darei saúde. E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar. Pois também eu sou homem sob autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu criado: Faze isto, e ele o faz. E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé. Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus; E os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes. Então disse Jesus ao centurião: Vai, e como creste te seja feito. E naquela mesma hora o seu criado sarou." (Mateus 8:5-13)
Por que eu preciso ter fé?
Muitas vezes, vivemos nossas vidas de uma forma tal que parece mesmo que nós não precisamos de mais ninguém. De fato, ter iniciativa nos ajuda a depender menos das pessoas. Porém, quando uma determinada tarefa exige um esforço maior do que a nossa própria capacidade, seja física ou mesmo de conhecimento, é comum pedirmos ajuda: para consertar um motor de carro, para "virar" a laje da casa que construímos, etc. Nessas horas, é comum pedirmos a ajuda de amigos mais chegados ou a ajuda de profissionais especializados para obtermos aquilo que precisamos. Mais que isso: eu preciso acreditar que aquele amigo ou aquele especialista são capazes de me ajudar a resolver o meu problema. Se eu não acredito na capacidade da pessoa a quem eu peço ajuda, no fundo eu não desejo resolver aquele problema. Desejo apenas exibir a minha dificuldade e testar a reação das pessoas diante da minha miséria - exibicionismo do pior tipo.
Mas... e quando a ajuda não pode vir dos homens?
Na vida de todos nós já aconteceu de estarmos sozinhos em situações de aperto, nas quais nós daríamos tudo por uma ajuda providencial, um olhar amigo, que fosse... Pode ser por alguma circunstância fora do nosso controle ou mesmo por alguma posição que tomamos na vida e acabou desagradando a alguém. Ser cristão demanda por vezes tomar decisões contrárias ao senso comum e isso desagrada até mesmo pessoas que nos são muito próximas, gerando mágoas e ressentimentos que podem durar muito, muito tempo. Quem já se viu sozinho diante de dilemas morais e éticos, quando todos apontam para o caminho fácil e sabemos que aquele não é o caminho pelo qual um legítimo cristão pode trafegar, certamente tem noção da profundidade do sentimento de solidão que invade a alma nessa horas. Nessas horas, nossos olhos percorrem o ambiente até onde a vista alcança e não vemos quem possa nos consolar em meio aos olhares acusadores dos homens.
De que adianta todo poder diante das impossibilidades humanas?
Alguns podem acreditar que ter autoridade sobre outras pessoas é a saída - basta ordenar e o que se ordenou será cumprido. Tamanha miopia espiritual já levou muitos à perdição. Vejamos o que nos diz o relato em Mateus 5: O centurião era um homem poderoso, mas não tinha poderes para curar aquela pessoa por quem ele tinha afeição. De que lhe adiantava tanto poder, se ele não tinha o poder necessário para atender àquela necessidade? Se por acaso ele ordenasse a um de seus comandados que curasse aquele seu criado, ele obteria de fato a cura?
Basta uma palavra
Eis aí a grande lição que o centurião romano nos ensina:
O centurião reconheceu em Jesus o PODER para curar seu criado: apesar de não ser judeu, ele viu em Jesus a autoridade e o poder sobre de fato todas as coisas. Ele viu em Jesus para ordenar e fazer cumprir a sua ordem sobre a saúde do seu criado e então curá-lo.
O centurião reconheceu que não precisava da presença FÍSICA de Jesus para que seu criado fosse curado: Além de reconhecer a autoridade e o poder de Jesus sobre todas as coisas, ele também concluiu que um ser tão poderoso não precisaria se fazer fisicamente presente em algum lugar para ali operar o sobrenatural. Bastar-lhe-ia uma palavra daquele ser poderoso e o que ordenara seria cumprido. Não era necessário um retrato de Jesus na parede de um cômodo da casa, ou mesmo uma estátua de Jesus sobre uma estante, mas simplesmente a fé de que a uma só palavra de Jesus, a cura aconteceria - e de fato aconteceu.
O centurião aceitou Jesus primeiro em seu coração e então obteve o milagre da cura do seu criado: Por que se pede a quem não se acredita ter poder para realizar? É sensato pedir algo a alguém que se sabe não ter poder para realizar o que se precisa? Certamente que não. O que se viu ali foi alguém com tamanha fé no poder do Filho de DEUS que sequer demandava a sua presença física no cômodo onde estava o doente a ser curado. A fé do centurião impressionou o próprio Jesus, a ponto de arrancar dele uma declaração de peso: não basta ser rotulado de cristão ou ter nascido num lar cristão para obter o sobrenatural de DEUS, é preciso realmente CRER com todo o coração para então termos o direito de obter de DEUS a graça do seu sobrenatural e mesmo a sua salvação!
Pois então que caiam por terra todos os rótulos e prevaleça a verdadeira santidade que leva DEUS a derramar do seu sobrenatural em nossas vidas.
Tenhamos verdadeira fé para termos verdadeira salvação! Amém.
sábado, 16 de junho de 2007
Eu Sou um Agente de Milagres
(Pregação realizada em 06/08/2006 na Igreja Batista Monte Hermon, na Ilha de Guaratiba, RJ)
“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei”. (Jo 14:12-14)
Que importância tiveram os milagres no ministério terrestre de Jesus?
a. Ele não veio por causa dos milagres, mas pelo sacrifício que teria que passar – na cruz.
b. Os milagres de Jesus foram ferramentas úteis para que o seu objetivo principal fosse alcançado – a redenção dos pecados da humanidade, através do seu sacrifício na cruz.
c. Os milagres de Jesus servem para nos mostrar que o nosso sofrimento e as nossas dores advêm do fato que estamos TODOS destituídos da glória de DEUS – desde o Éden. Não fosse assim e não passaríamos por aflições, dores, doenças, envelhecimento e morte!
Por que então buscamos milagres?
Se os milagres não eram o principal da mensagem de Jesus, por que os buscar?
Afinal, como posso ser um agente de milagres?
1. Eu sou um Agente de Milagres quando eu deixo de pensar nas minhas necessidades, para pensar nas necessidades de um irmão menos favorecido.
a. Para que eu buscaria ser um Agente de Milagres se não fosse para pregar a Palavra de DEUS?
b. Que tipo de Agente de Milagres eu seria se eu buscasse milagres apenas para aqueles que me são mais próximos? Que testemunho eu daria, como imitador de Cristo, a alguém que ainda não conhece a Palavra? (Lc 6:32-36)
c. Eu me torno um forte candidato a agente de milagres quando eu abandono o MEU modo de ver as coisas e passo a agir como servo. Marcos 9.35 afirma que “Aquele que quiser ser o maior dentre os seus, torne-se antes o seu servo”. Quando eu passo a ver as coisas a partir da perspectiva de Jesus, aumento a minha capacidade, o meu potencial como agente de milagres.
d. Um verdadeiro milagre deve ser observado a partir da perspectiva de quem o recebe, não da perspectiva o agente de milagres em si.
e. Jesus disse, em Mateus 25.40: “Tudo que fizeres a qualquer um desses pequeninos, o terás feito a mim”. E Mateus 25.35 lemos: “Tive fome e me alimentaste. Tive sede e me deste de beber. Fui estrangeiro e me abrigaste”.
f. Imagino que, para Jesus, alimentar milhares de pessoas com 5 pães e dois peixinhos era algo trivial – ainda mais para alguém que foi parte ativa na Criação do Universo! Para você, que recolhe alimentos e agasalhos para distribuir aos necessitados, essa pode parecer uma tarefa simples, comum, sem os atrativos de, por exemplo, um ministério de louvor, ou totalmente destituída de efeitos especiais como vemos no cinema. Mas para aquele que não tem o que comer, aquele que se cobre de trapos e jornais velhos nas noites de frio, a sua “aparição” em meio a tanto desespero e dor é um verdadeiro milagre!
g. Assim como DEUS, todos os dias, várias vezes ao dia, age de forma maravilhosa em nossas vidas, você pode, uma vez por semana – que seja! – agir de forma maravilhosa na vida de muitas pessoas. Agir como um verdadeiro agente de milagres!
2. Eu sou um Agente de Milagres quando sou capaz de amar o meu próximo, APESAR das circunstâncias desfavoráveis.
a. Jesus veio a existir em meio a um povo que, por diversas vezes, fora salvo por DEUS de forma maravilhosa, mas que ainda assim demonstrava uma profunda ingratidão e indiferença pelo seu PAI. APESAR disso, Ele os amou, a ponto de dar Sua própria vida por eles! (Mt 13:14-17).
b. A Palavra de DEUS questiona o valor da caridade prestada apenas aos que nos são mais próximos. Que mérito há em amar a quem nos ama? A verdadeira vitória é alcançada por aquele que consegue vencer as suas próprias limitações e imperfeições, e que ama àqueles que o desprezam.
c. É viável alguém pretender tornar-se um imitador de Jesus e não amar a seus algozes? Seria algo como se disséssemos: “De Jesus, só quero o filé mignon!”. Imaginemos um Jesus apenas com a capacidade de realizar milagres, mas sem o compromisso de ensinar a verdade a seus discípulos e sem o compromisso de dar-se em sacrifício pelos pecados do homem: simplesmente, a Sua missão teria fracassado! Conforme já vimos antes, o Seu sacrifício e sua conseqüente ressurreição, após três dias, eram as principais etapas do plano divino da salvação.
d. Há, portanto, um preço a ser pago por aquele que quer ampliar a sua capacidade de realizar milagres verdadeiros (Lc 6:22-23).
3. Eu sou um Agente de Milagres quando eu pago o preço por ser um imitador de Jesus.
a. Jesus tinha milhares de seguidores à época de seu ministério terrestre. Poucos, porém, se dispunham a serem verdadeiros imitadores seus. Quando Jesus lhes expôs a verdade sobre o preço a ser pago por quem quisesse se tornar como Ele, quase todos foram embora (Jo 6.60). Alguns dos seus discípulos chegaram mesmo a censurá-lo por tão duras palavras.
b. Mas, afinal, que preço é esse, tão difícil de ser pago? Ora, podemos imaginar como seria se pudéssemos realizar milagres e, no instante seguinte, fizéssemos aparecer um belíssimo banquete à nossa frente e – sem a menor cerimônia – iniciássemos a devorá-lo... Isso te lembra algo (Mt 4:2-3). Ai do homem que se utilizar levianamente de um dom dado por DEUS e assim obter vantagens ilícitas! Lembremo-nos da resposta de Jesus ao inimigo em Mt 4.4.
c. Um dos preços a pagar é a confiança IRRESTRITA na providência de DEUS. Ele não desampara o Agente de Milagres que está realizando a boa obra.
d. Outro preço a ser pago é a perseguição que o mundo empreende a quem se propõe a ser um imitador de Jesus. Mas aquele que confia IRRESTRITAMENTE na providência de DEUS nada teme!
4. Eu sou um Agente de Milagres quando eu não me utilizo de falsidade na obra do Reino.
a. Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. Quem serve a Jesus deve servi-lo em verdade, portanto.
b. Aqueles que se valem de truques e ilusionismo para se autopromoverem dentro da obra de DEUS, na verdade não servem a DEUS, mas ao inimigo.
c. Conta-se da história de um pastor que utilizava o seu dom de expulsar demônios e acabou se tornando conhecido em sua denominação. De fato, o Espírito de DEUS agia através daquele homem de forma prodigiosa. No entanto, com o tempo ele permitiu que a vaidade tomasse conta do seu coração, tomando o espaço que deveria ser ocupado pelo Espírito de DEUS, o que fez com que seu dom de expulsar demônios fosse aos poucos inibido, até quase cessar por completo. Em vez de reconhecer o seu erro – vaidade – e buscar o arrependimento, ele passou a buscar estratagemas artificiais, falsos, para simular a expulsão de demônios, enganando as pessoas. Logo seu estratagema foi descoberto e ele foi convidado a buscar outra igreja para pastorear. Desde então tem vivido do seu passado de glórias, peregrinando de congregação em congregação, nunca permanecendo muito tempo, pois logo é desmascarado e cai em descrédito. Que DEUS tenha piedade dele, e que esse homem possa olhar para dentro de si e arrepender-se perante DEUS.
d. Você deve ser um agente de milagres, nunca um agente de “viagens na maionese”. Deixemos os efeitos especiais para a indústria do entretenimento. Igreja não é entretenimento, mas canal da verdade que vem de DEUS.
e. Ponhamo-nos em total disponibilidade nas mãos de DEUS e Ele fará a obra em nossas mãos. Tornemo-nos servos de DEUS e Ele nos tornará pregadores, mestres, profetas, músicos e intercessores, conforme a Sua soberana vontade.
Amém!
“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei”. (Jo 14:12-14)
Que importância tiveram os milagres no ministério terrestre de Jesus?
a. Ele não veio por causa dos milagres, mas pelo sacrifício que teria que passar – na cruz.
b. Os milagres de Jesus foram ferramentas úteis para que o seu objetivo principal fosse alcançado – a redenção dos pecados da humanidade, através do seu sacrifício na cruz.
c. Os milagres de Jesus servem para nos mostrar que o nosso sofrimento e as nossas dores advêm do fato que estamos TODOS destituídos da glória de DEUS – desde o Éden. Não fosse assim e não passaríamos por aflições, dores, doenças, envelhecimento e morte!
Por que então buscamos milagres?
Se os milagres não eram o principal da mensagem de Jesus, por que os buscar?
Afinal, como posso ser um agente de milagres?
1. Eu sou um Agente de Milagres quando eu deixo de pensar nas minhas necessidades, para pensar nas necessidades de um irmão menos favorecido.
a. Para que eu buscaria ser um Agente de Milagres se não fosse para pregar a Palavra de DEUS?
b. Que tipo de Agente de Milagres eu seria se eu buscasse milagres apenas para aqueles que me são mais próximos? Que testemunho eu daria, como imitador de Cristo, a alguém que ainda não conhece a Palavra? (Lc 6:32-36)
c. Eu me torno um forte candidato a agente de milagres quando eu abandono o MEU modo de ver as coisas e passo a agir como servo. Marcos 9.35 afirma que “Aquele que quiser ser o maior dentre os seus, torne-se antes o seu servo”. Quando eu passo a ver as coisas a partir da perspectiva de Jesus, aumento a minha capacidade, o meu potencial como agente de milagres.
d. Um verdadeiro milagre deve ser observado a partir da perspectiva de quem o recebe, não da perspectiva o agente de milagres em si.
e. Jesus disse, em Mateus 25.40: “Tudo que fizeres a qualquer um desses pequeninos, o terás feito a mim”. E Mateus 25.35 lemos: “Tive fome e me alimentaste. Tive sede e me deste de beber. Fui estrangeiro e me abrigaste”.
f. Imagino que, para Jesus, alimentar milhares de pessoas com 5 pães e dois peixinhos era algo trivial – ainda mais para alguém que foi parte ativa na Criação do Universo! Para você, que recolhe alimentos e agasalhos para distribuir aos necessitados, essa pode parecer uma tarefa simples, comum, sem os atrativos de, por exemplo, um ministério de louvor, ou totalmente destituída de efeitos especiais como vemos no cinema. Mas para aquele que não tem o que comer, aquele que se cobre de trapos e jornais velhos nas noites de frio, a sua “aparição” em meio a tanto desespero e dor é um verdadeiro milagre!
g. Assim como DEUS, todos os dias, várias vezes ao dia, age de forma maravilhosa em nossas vidas, você pode, uma vez por semana – que seja! – agir de forma maravilhosa na vida de muitas pessoas. Agir como um verdadeiro agente de milagres!
2. Eu sou um Agente de Milagres quando sou capaz de amar o meu próximo, APESAR das circunstâncias desfavoráveis.
a. Jesus veio a existir em meio a um povo que, por diversas vezes, fora salvo por DEUS de forma maravilhosa, mas que ainda assim demonstrava uma profunda ingratidão e indiferença pelo seu PAI. APESAR disso, Ele os amou, a ponto de dar Sua própria vida por eles! (Mt 13:14-17).
b. A Palavra de DEUS questiona o valor da caridade prestada apenas aos que nos são mais próximos. Que mérito há em amar a quem nos ama? A verdadeira vitória é alcançada por aquele que consegue vencer as suas próprias limitações e imperfeições, e que ama àqueles que o desprezam.
c. É viável alguém pretender tornar-se um imitador de Jesus e não amar a seus algozes? Seria algo como se disséssemos: “De Jesus, só quero o filé mignon!”. Imaginemos um Jesus apenas com a capacidade de realizar milagres, mas sem o compromisso de ensinar a verdade a seus discípulos e sem o compromisso de dar-se em sacrifício pelos pecados do homem: simplesmente, a Sua missão teria fracassado! Conforme já vimos antes, o Seu sacrifício e sua conseqüente ressurreição, após três dias, eram as principais etapas do plano divino da salvação.
d. Há, portanto, um preço a ser pago por aquele que quer ampliar a sua capacidade de realizar milagres verdadeiros (Lc 6:22-23).
3. Eu sou um Agente de Milagres quando eu pago o preço por ser um imitador de Jesus.
a. Jesus tinha milhares de seguidores à época de seu ministério terrestre. Poucos, porém, se dispunham a serem verdadeiros imitadores seus. Quando Jesus lhes expôs a verdade sobre o preço a ser pago por quem quisesse se tornar como Ele, quase todos foram embora (Jo 6.60). Alguns dos seus discípulos chegaram mesmo a censurá-lo por tão duras palavras.
b. Mas, afinal, que preço é esse, tão difícil de ser pago? Ora, podemos imaginar como seria se pudéssemos realizar milagres e, no instante seguinte, fizéssemos aparecer um belíssimo banquete à nossa frente e – sem a menor cerimônia – iniciássemos a devorá-lo... Isso te lembra algo (Mt 4:2-3). Ai do homem que se utilizar levianamente de um dom dado por DEUS e assim obter vantagens ilícitas! Lembremo-nos da resposta de Jesus ao inimigo em Mt 4.4.
c. Um dos preços a pagar é a confiança IRRESTRITA na providência de DEUS. Ele não desampara o Agente de Milagres que está realizando a boa obra.
d. Outro preço a ser pago é a perseguição que o mundo empreende a quem se propõe a ser um imitador de Jesus. Mas aquele que confia IRRESTRITAMENTE na providência de DEUS nada teme!
4. Eu sou um Agente de Milagres quando eu não me utilizo de falsidade na obra do Reino.
a. Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. Quem serve a Jesus deve servi-lo em verdade, portanto.
b. Aqueles que se valem de truques e ilusionismo para se autopromoverem dentro da obra de DEUS, na verdade não servem a DEUS, mas ao inimigo.
c. Conta-se da história de um pastor que utilizava o seu dom de expulsar demônios e acabou se tornando conhecido em sua denominação. De fato, o Espírito de DEUS agia através daquele homem de forma prodigiosa. No entanto, com o tempo ele permitiu que a vaidade tomasse conta do seu coração, tomando o espaço que deveria ser ocupado pelo Espírito de DEUS, o que fez com que seu dom de expulsar demônios fosse aos poucos inibido, até quase cessar por completo. Em vez de reconhecer o seu erro – vaidade – e buscar o arrependimento, ele passou a buscar estratagemas artificiais, falsos, para simular a expulsão de demônios, enganando as pessoas. Logo seu estratagema foi descoberto e ele foi convidado a buscar outra igreja para pastorear. Desde então tem vivido do seu passado de glórias, peregrinando de congregação em congregação, nunca permanecendo muito tempo, pois logo é desmascarado e cai em descrédito. Que DEUS tenha piedade dele, e que esse homem possa olhar para dentro de si e arrepender-se perante DEUS.
d. Você deve ser um agente de milagres, nunca um agente de “viagens na maionese”. Deixemos os efeitos especiais para a indústria do entretenimento. Igreja não é entretenimento, mas canal da verdade que vem de DEUS.
e. Ponhamo-nos em total disponibilidade nas mãos de DEUS e Ele fará a obra em nossas mãos. Tornemo-nos servos de DEUS e Ele nos tornará pregadores, mestres, profetas, músicos e intercessores, conforme a Sua soberana vontade.
Amém!
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