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sábado, 6 de novembro de 2010

A Glória que Advém das Dificuldades

Davi cuidava das ovelhas do seu pai. Nas horas calmas tocava harpa. Fora educado a seguir o caminho de DEUS. No seu dia-a-dia chegou a ter que matar um leão e um urso para defender suas ovelhas. Era o filho mais novo, de forma que era o único dos filhos que não fora à guerra contra os filisteus.

Davi cuidava das ovelhas para que houvesse alimento e agasalho para os que ficaram em casa e para os que foram à guerra. Davi também levava mantimentos aos seus irmãos no campo de guerra. 



Quem diria que daquela vida simplória sairia o mais amado rei de Israel, ungido pelo profeta de DEUS, Samuel, antes mesmo da morte do rei Saul?

Dentre todos os soldados imersos no clima da guerra, Davi, que não era soldado, foi quem derrotou o gigante Golias com uma pedra no meio da testa, que o derrubou para que ele o decapitasse com a espada que o próprio gigante empunhava. Não portava a armadura do rei, tampouco sua espada. Um feito grandioso, que o levou ao palácio do rei Saul.

Feito tão grandioso despertou ciúmes no rei, que passou a tentar matá-lo. Davi teve que se esconder para não ser morto. Teve a chance de matar aquele buscava matá-lo, mas não o fez, pois a lei do seu DEUS o proibia. Foi apedrejado, passou fome e sede, alimentou uma nação, foi traído, traiu, foi castigado, castigou, foi um pai omisso diante das iniquidades de seus filhos, foi o resgatador da honra de Israel, trouxe de volta a Arca da Aliança. Ao longo de sua vida, realizou grandes feitos sem se afastar da fé que seu pai lhe ensinou.

A vida de Davi foi tudo, menos fácil. Sua vida teve glórias retumbantes e derrotas fragorosas. Essas derrotas se deram todas as vezes que ele escolhia ignorar os ensinamentos da fé que seu pai lhe ensinou. Suas grandes vitórias se deram todas as vezes que resolveu antes consultar a DEUS sobre o caminho a seguir. Por isso, mesmo imperfeito e falível - como cada um de nós - foi chamado de "homem segundo o coração de DEUS".

Muitos de nós buscamos o sucesso sem nos prepararmos para os momentos difíceis, que por certo surgirão, sem exceção. Se é verdade que o sol nasce para todos, também está escrito que a tempestade se abate sobre a tenda do justo e do ímpio. Fica de pé aquela que foi firmada na rocha, cai aquela que foi firmada na areia. Onde temos firmado nossa tenda, já que a tempestade certamente virá?

Buscamos a glória de Davi? Preparemo-nos para enfrentar as dificuldades que duram mais que uma noite, às vezes mais que anos, sem nos afastarmos da ancora que é a nossa fé em DEUS. Nem todos seremos reis, mas certamente não seremos derrotados quando formos abalados. 

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Fé Para Alcançar Milagres

Fé Para Alcançar Milagres

Robson Lelles

"E, entrando Jesus em Cafarnaum, chegou junto dele um centurião, rogando-lhe, e dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa, paralítico, e violentamente atormentado. E Jesus lhe disse: Eu irei, e lhe darei saúde. E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar. Pois também eu sou homem sob autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu criado: Faze isto, e ele o faz. E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé. Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus; E os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes. Então disse Jesus ao centurião: Vai, e como creste te seja feito. E naquela mesma hora o seu criado sarou." (Mateus 8:5-13)

Por que eu preciso ter fé?

Muitas vezes, vivemos nossas vidas de uma forma tal que parece mesmo que nós não precisamos de mais ninguém. De fato, ter iniciativa nos ajuda a depender menos das pessoas. Porém, quando uma determinada tarefa exige um esforço maior do que a nossa própria capacidade, seja física ou mesmo de conhecimento, é comum pedirmos ajuda: para consertar um motor de carro, para "virar" a laje da casa que construímos, etc. Nessas horas, é comum pedirmos a ajuda de amigos mais chegados ou a ajuda de profissionais especializados para obtermos aquilo que precisamos. Mais que isso: eu preciso acreditar que aquele amigo ou aquele especialista são capazes de me ajudar a resolver o meu problema. Se eu não acredito na capacidade da pessoa a quem eu peço ajuda, no fundo eu não desejo resolver aquele problema. Desejo apenas exibir a minha dificuldade e testar a reação das pessoas diante da minha miséria - exibicionismo do pior tipo.

Mas... e quando a ajuda não pode vir dos homens?

Na vida de todos nós já aconteceu de estarmos sozinhos em situações de aperto, nas quais nós daríamos tudo por uma ajuda providencial, um olhar amigo, que fosse... Pode ser por alguma circunstância fora do nosso controle ou mesmo por alguma posição que tomamos na vida e acabou desagradando a alguém. Ser cristão demanda por vezes tomar decisões contrárias ao senso comum e isso desagrada até mesmo pessoas que nos são muito próximas, gerando mágoas e ressentimentos que podem durar muito, muito tempo. Quem já se viu sozinho diante de dilemas morais e éticos, quando todos apontam para o caminho fácil e sabemos que aquele não é o caminho pelo qual um legítimo cristão pode trafegar, certamente tem noção da profundidade do sentimento de solidão que invade a alma nessa horas. Nessas horas, nossos olhos percorrem o ambiente até onde a vista alcança e não vemos quem possa nos consolar em meio aos olhares acusadores dos homens.

De que adianta todo poder diante das impossibilidades humanas?

Alguns podem acreditar que ter autoridade sobre outras pessoas é a saída - basta ordenar e o que se ordenou será cumprido. Tamanha miopia espiritual já levou muitos à perdição. Vejamos o que nos diz o relato em Mateus 5: O centurião era um homem poderoso, mas não tinha poderes para curar aquela pessoa por quem ele tinha afeição. De que lhe adiantava tanto poder, se ele não tinha o poder necessário para atender àquela necessidade? Se por acaso ele ordenasse a um de seus comandados que curasse aquele seu criado, ele obteria de fato a cura?

Basta uma palavra

Eis aí a grande lição que o centurião romano nos ensina:

O centurião reconheceu em Jesus o PODER para curar seu criado: apesar de não ser judeu, ele viu em Jesus a autoridade e o poder sobre de fato todas as coisas. Ele viu em Jesus para ordenar e fazer cumprir a sua ordem sobre a saúde do seu criado e então curá-lo.

O centurião reconheceu que não precisava da presença FÍSICA de Jesus para que seu criado fosse curado: Além de reconhecer a autoridade e o poder de Jesus sobre todas as coisas, ele também concluiu que um ser tão poderoso não precisaria se fazer fisicamente presente em algum lugar para ali operar o sobrenatural. Bastar-lhe-ia uma palavra daquele ser poderoso e o que ordenara seria cumprido. Não era necessário um retrato de Jesus na parede de um cômodo da casa, ou mesmo uma estátua de Jesus sobre uma estante, mas simplesmente a fé de que a uma só palavra de Jesus, a cura aconteceria - e de fato aconteceu.

O centurião aceitou Jesus primeiro em seu coração e então obteve o milagre da cura do seu criado: Por que se pede a quem não se acredita ter poder para realizar? É sensato pedir algo a alguém que se sabe não ter poder para realizar o que se precisa? Certamente que não. O que se viu ali foi alguém com tamanha fé no poder do Filho de DEUS que sequer demandava a sua presença física no cômodo onde estava o doente a ser curado. A fé do centurião impressionou o próprio Jesus, a ponto de arrancar dele uma declaração de peso: não basta ser rotulado de cristão ou ter nascido num lar cristão para obter o sobrenatural de DEUS, é preciso realmente CRER com todo o coração para então termos o direito de obter de DEUS a graça do seu sobrenatural e mesmo a sua salvação!

Pois então que caiam por terra todos os rótulos e prevaleça a verdadeira santidade que leva DEUS a derramar do seu sobrenatural em nossas vidas.

Tenhamos verdadeira fé para termos verdadeira salvação! Amém.

Homem de Ferro x Homem de Aço

Homem de Ferro x Homem de Aço

Dois tipos de pessoas que convivem conosco e influenciam nossa existência

Robson Lelles

Como o ferro com ferro se aguça, assim o homem afia o rosto do seu amigo.(Provérbios 27.17)
Se estiver embotado o ferro, e não se afiar o corte, então se deve redobrar a força; mas a sabedoria é excelente para dirigir.(Eclesiastes 10.10)
Pode alguém quebrar o ferro, o ferro do norte, ou o aço?(Jeremias 15.12)


Não, não escrevo hoje sobre dois filmes que disputam bilheterias milionárias nos cinemas. Também não escrevo sobre títulos campeões de popularidade nas histórias em quadrinhos. Escrevo sobre dois tipos de pessoas que convivem conosco no dia-a-dia e que influenciam nossas existências a partir de seu testemunho.

Eu os chamo de "Homem de Ferro" e "Homem de Aço". Em essência, eles tem a mesma origem, mas algo aconteceu na trajetória do segundo, que o diferenciou do primeiro de tal forma que o tornou de certa forma mais poderoso. Não considero que um seja melhor que o outro. Aliás, ambos tem o seu lugar no mundo. Mas antes, creio serem necessárias algumas considerações:

Na Antiguidade, a conquista da metalurgia do bronze - uma liga metálica de cobre e estanho - significou um tremendo avanço tecnológico, só superado pela conquista da metalurgia do ferro.

Mais tarde, com a conquista da siderurgia - ferro transformado em aço -, o mundo experimentou um salto tecnológico nunca dantes experimentado.
Os utensílios de ferro tendem a ser mais rústicos e pesados que os de aço para poderem realizar as mesmas funções, porque o ferro é mais quebradiço, ao passo que o aço é mais flexível.

O ferro só consegue tomar forma se for submetido a altíssimas temperaturas, que o derretem (ponto de fusão) e permitem que ele seja despejado em forma líquida num molde de onde, depois de frio, é retirado para o acabamento e então encaminhado para o fim que se destina. Nesse ponto, retorna à rigidez original, podendo se quebrar se for submetido a um esforço extremo.

O aço consegue tomar forma sem precisar derreter (ponto de forja). Antes de se tornar líquido, podemos molda-lo e dar-lhe formas mais delicadas e leves, porém resistentes a esforços extremos e flexíveis, que não se quebram com facilidade. As molas dos automóveis são feitas de aço. Mesmo submetidas a esforços repetitivos sempre retornam à forma original. As lâminas mais cortantes são feitas de aço, do bisturi ao machado.

O ferro é magnetizável: se colocado sob a influência de um campo magnético, ele se torna um imã. Porém, uma vez desligado desse campo magnético, ele volta a ser o que era antes, como se nada tivesse acontecido.

O aço também é magnetizável: se colocado sob a influência de um campo magnético, ele também se torna um imã. Porém, mesmo depois de desligado desse campo magnético, ele ainda retém um pouco do magnetismo que lhe foi induzido.

O ferro oxida em contato com o ar e tende a se tornar mais quebradiço e frágil com o passar do tempo.

O aço pode mesmo ser inoxidável, mantendo o mesmo aspecto por muito tempo.

O que impressiona nessa comparação é que o aço é quase que totalmente constituído de... ferro! A diferença está no fato que ao minério de ferro foi adicionada uma pequena quantidade de carbono, que combinada ao minério, muda suas características, gerando o material que permitiu um enorme progresso à humanidade nos últimos séculos.

Assim também é a diferença entre o homem natural e o homem renascido do Espírito. O primeiro é como o ferro fundido: pesado, duro, inflexível, quebradiço, sujeito à corrosão, já quase sem aplicação útil nos dias de hoje. O segundo é como o aço forjado: leve, flexível, resistente, menos sujeito à corrosão, extremamente útil e necessário às obras grandiosas de que a humanidade tanto necessita.

O que torna o ferro em aço é o carbono. O mesmo minério vai para a fornalha. Um sai exatamente como entrou, porque não lhe foi adicionado carbono. O outro sai melhor do que quando entrou, porque lhe foi adicionada uma pequena quantidade de carbono.

O que torna o "Homem de Ferro" em "Homem de Aço" é a presença do Espírito de DEUS no seu coração. Quando submetido à fornalha, sairá dela melhor do que quando entrou: mais forte, mais resistente, mais leve, porque DEUS é com ele.

Em Lucas 17.6 lemos: "E disse o Senhor: Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: Desarraiga-te daqui, e planta-te no mar; e ela vos obedeceria."

A diferença entre uma barra de ferro fundido e uma barra de aço forjado é uma quantidade pequena de carbono. A diferença entre o "Homem de Ferro" e o "Homem de Aço" é a fé, que não chaga ao tamanho de um grão de mostarda, mas que ainda assim faz toda a diferença neste e no outro mundo.

Talvez seja por isso que, nas histórias em quadrinhos, o Homem de Ferro sempre precisa trocar de bateria, enquanto o Homem de Aço simplesmente diz: "Para o Alto, e avante!".

Que o Espírito de DEUS transforme todos os Homens de Ferro em Homens de Aço, pois é Seu desejo que ninguém pereça, mas tenha a Vida Eterna. Amém.

sábado, 16 de junho de 2007

A inevitável missão de comunicar

"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; e nsinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. (Mateus 28:19-20).

Ainda que hoje em dia haja uma extensa variedade de programação auto-entitulada evangélica, permanece aceso o debate sobre a utilização dos meios de comunicação de massa pelas entidades religiosas. Muito se fala sobre a baixa qualidade da programação em geral, mas é fato que o mesmo meio que transmite exemplos de corrupção e desvios de conduta, também transmite mensagens diretas e claras em prol da elevação dos padrões morais da sociedade, através da Igreja e sua doutrina. A virtude dos meios de comunicação de massa está na possibilidade de se atingir mais rapidamente e em grande número ao público a que se destina a mensagem religiosa – seja ela para o bem ou para o mal.

É preciso que fique claro que o mal não reside no meio utilizado para transmitir a mensagem, mas na mensagem em si. É de opção e responsabilidade do autor incluir insinuações cada vez mais explícitas de que o adultério é algo - além de tolerável - desejável por homens e mulheres. Idem para os relacionamentos homossexuais, a gravidez extramatrimonial, a precocidade da sexualidade infantil, a rebeldia dos filhos em relação aos pais. É de opção e responsabilidade dos concessionários desses meios de comunicação de massa permitir que esse conteúdo seja veiculado diante dos olhos e ouvidos de nossos familiares e amigos, em troca de faturamento de cotas de patrocínio.

No entanto, somos hoje uma sociedade cristã apática e passiva diante dos gritantes exemplos de corrupção e desvio moral, injetados em doses cavalares no caráter de nossos filhos. Não me surpreenderia saber que os pais consultados a esse respeito optariam por não permitir que seus filhos assistissem a esse tipo de programação. O discurso é um, a prática, no entanto, é outra. A culpa não está no meio de comunicação de massa, mas em quem veicula informação abominável e em quem assiste e permitir assistir a esse tipo de programação corrosiva.

Preferimos dizer que a TV, o rádio, a internet e as revistas são coisas ruins, que devemos restringir o acesso de nossos filhos ao conteúdo que veiculam. Dizemos e não realizamos de fato, em nossa grande maioria. Pior que isso: abdicamos de ocupar esse espaço com programação saudável. Abdicamos de promover o evangelho através desses meios de comunicação e ainda temos a pachorra de murmurar pela igreja cada dia mais vazia, cada dia mais fria, cada dia mais ausente de jovens, salvo cada vez mais raras exceções.

Se há cerca de cinqüenta anos o evangelismo encontrava seus limites nas tiragens das publicações evangélicas e ao tempo diminuto dos programas nas rádios AM, hoje, com o advento da internet, do correio eletrônico, das rádios FM e dos canais de TV aberta e por assinatura amplamente disseminadas pelos lares, resta-nos a pergunta: O que nos falta para que ocupemos esse espaço com o entusiasmo que o evangelho merece? Por que insistimos na tendência de sempre estarmos um passo atrás das tecnologias que alargam os horizontes para a nossa inevitável missão de comunicar o evangelho a toda criatura?

Os meios de comunicação de massa têm sua virtude no binômio "quantidade-velocidade", ou seja, temos hoje a possibilidade de alcançarmos um número maior de pessoas a uma velocidade nunca antes imaginada. Se não o fazemos, é porque nos falta a visão para mudarmos nosso posicionamento. Hoje, sentamos em frente à TV e ao computador ligado na internet com um indisfarçável sentimento de culpa pelo que nos é oferecido por entretenimento, quando nós é que deveríamos produzir a programação da TV e o conteúdo majoritário da internet e demais meios de comunicação de massa, com o firme propósito de cumprirmos o "Ide!" de Jesus. Nossa ocupação desses meios hoje, ainda que mais expressiva que antes, é tímida, quando deveria ser intensiva, dada a natureza da nossa missão.

Face ao tempo que corre e aos desafios que hoje se apresentam, podemos afirmar que é vital não só a permanência, mas a expansão da presença da Igreja de Cristo na programação dos meios de comunicação de massa, como forma de alcançar cada vez mais pessoas, mais rapidamente, com a boa nova da Palavra de DEUS, atuando decisiva e positivamente no destino da humanidade.

Confessa Com a Tua Boca

"A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação". (RM 10:9-10)

"Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem". (EF 4:29)

1. Confesso que Jesus é o Senhor quando divulgo a sua Boa Nova a todas as pessoas.De que me adianta afirmar a minha santidade se eu não compartilhar as razões pelas quais eu faço essa afirmação? Que efeito essa afirmação terá sobre o comportamento das pessoas? Certamente que algumas ouvirão, mas quantas desejarão sofrer uma transformação em suas atitudes simplesmente por me ouvirem afirmar que eu sou cristão e sou salvo por Cristo Jesus? A missão da igreja – a missão de cada cristão – é ir pelo mundo e divulgar o evangelho – a Boa Nova [eu + angelion = boa mensagem] – a todas as pessoas. Se acaso nos declaramos cristãos e somos tímidos ou mesmo omissos na divulgação dessa boa nova, podemos de fato sermos chamados cristãos, filhos de Deus?

Certa vez, um grupo de 40 jovens subia a serra de ônibus, rumo a um acampamento de verão. Somente dois deles já haviam estado lá, porém um deles – justamente o mais falante - apenas se lembrava vagamente do caminho a ser percorrido. Após uma seqüência de curvas especialmente difícil em meio ao nevoeiro matinal, o motorista do ônibus se viu perdido numa estrada secundária, esburacada e estreita, que beirava um precipício. Os passageiros começaram a desconfiar que aquele jovem realmente não conhecia o caminho para o acampamento e iniciaram uma discussão acalorada sobre o que deveriam fazer, já que ninguém aparentemente sabia onde estavam. Foi quando o segundo jovem, que conhecia bem o caminho, resolveu se manifestar, timidamente, dizendo que eles tinham dobrado a curva errada cerca de uma hora atrás. Questionado sobre o porquê de não ter avisado antes, a sua resposta foi mais desastrosa ainda: “Ninguém me perguntou antes...”. O cristão tímido tende a deixar que todo um grupo se perca – com ele junto! – por vergonha de revelar o caminho certo...

2. Confesso que Jesus é o Senhor quando imito o Seu exemplo.
Jesus falava sobre enviar-nos como ovelhas em meio a lobos; sobre sermos prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Não é comum vermos lobos atacando sozinhos – lobos são animais que - via de regra - atacam em bandos e repartem o produto da caça com os demais. Um lobo solitário normalmente está apenas sondando o ambiente, para mais tarde trazer toda a alcatéia.

Já notaram que malfeitores atuam em quadrilhas? Já notaram que os piores fanfarrões são tímidos quando estão sem o seu bando? Portanto, quando virem um “lobo solitário” rondando, é porque o mal está tramando se instalar por perto – é hora de dobrar a vigilância para evitar que a alcatéia toda venha se instalar! A hora certa de impedir que o mal se instale é ANTES, não depois que ele já se instalou.

Também não é comum vermos serpentes por aí, procurando calcanhares para picar. As serpentes são animais tremendamente discretos, e costumam fugir de seus atacantes na maioria das vezes. No entanto, se um inimigo avança para dentro do território de uma serpente, ela rapidamente reage, com um só golpe. Quando sairmos para anunciar a Boa Nova, é preciso estabelecermos nosso território e conhecê-lo bem: onde mora a caça e onde mora o inimigo, e então, prudentemente, avançar sobre o terreno da caça, cuidando para que o inimigo não nos pegue desprevenidos.

Quando vemos bandos de pombos numa praça, onde existem pessoas que lhes atiram grãos, notamos que sua estratégia não é sofisticada, cheia de complicações. Sua plumagem idem: não é chamativa. Muito pelo contrário, ela é bem simples: olham em volta para ver se não há perigo, pousam e enchem o papo - o mais que puderem - com os grãos. Se alguma criança vem correndo em sua direção tentando pegá-los, eles simplesmente voam a uma altura suficientemente alta para não serem pegos e novamente pousam para continuar seu trabalho. Evangelizar demanda estratégias simples e eficazes...

3. Confesso que Jesus é o Senhor quando o meu comportamento fala por mim - mesmo quando não posso falar.
De que me adianta ter um belo discurso, uma bela aparência, e no fim de tudo ter um comportamento decepcionante? De que me adianta conhecer rolos de versículos bíblicos que falam sobre os frutos do espírito e não ser capaz de realizar nenhum deles? Não faz muito tempo, “evangélico” era sinônimo de honestidade, firmeza de caráter, perseverança, caridade, simplicidade... Hoje, quando alguém se diz “evangélico”, vem logo, à mente de quem ouve, a idéia de que aquela pessoa está disfarçada de cordeiro, mas na verdade é um lobo, sorrateiro, desonesto, fingido, indigno de sua confiança. Não foi a palavra “evangélico” que foi deturpada, mas o comportamento de quem se diz evangélico - ou se disfarça de evangélico – para ter acesso privilegiado e praticar toda sorte de maldade. Gálatas 5.7 nos lembra: “Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade?” O comportamento do cristão deve falar por ele antes mesmo que ele abra a boca para falar. Mateus 5:37 nos recomenda: “Seja, porém, o vosso falar: sim, sim; não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna”.

Que a Paz de DEUS esteja com todos.

O Veneno da Inércia em Nossas Vidas

"Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro. Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas. E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós. E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: SENHOR, Senhor, abre-nos. E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço". (Mateus 25:6-12)

Creio que quando as pessoas estão imersas num cenário que se move pela inércia, elas passam a ser componentes ativos e passivos dele. Passivos porque sofrem as suas conseqüências. Ativos porque, por incrível que pareça, alimentam minuto a minuto as caldeiras mornas que mantêm suas vidinhas seguindo "assim, assim", como quem não quer nada – e não quer mesmo.

Raramente algumas dessas pessoas ousam levantar os olhos para além do chão onde pisam, talvez por medo que a intensa luz das mudanças as ofusque. Quanto mais tempo se passa mergulhado na inércia, maior é a tendência de se acreditar que tudo permanecerá como está, que o azeite durará para sempre em nossas lâmpadas, porque afinal de contas "sempre foi assim". Mesmo que se anuncie com todas as letras que a mudança ocorrerá, um levará o outro a permanecer naquela sonolenta e virtualmente eterna inércia.

Essa estabilidade perniciosa chega a um ponto em que todos passam a acreditar que nada ou ninguém será capaz de mudar aquele estado de coisas. Passam a agir em função da imutabilidade das pessoas, dos relacionamentos, dos processos, ignorando que lá fora o mundo gira e tudo se transforma. Ignoram mesmo que a mudança pode vir do lado de fora daquela redoma onde as pessoas se enfurnaram - e é geralmente de fora mesmo que a mudança vem e pega a todos de surpresa. É nessa hora que percebem que o azeite em suas lâmpadas está no fim e a escuridão é iminente. A essa surpresa alguns chamam "fatalidade", outros "destino", mas é tudo conseqüência natural da inércia que se alojou nos corações e mentes das pessoas.

Se a humanidade dependesse dessas pessoas, ainda estaríamos tratando infecções com ferro em brasa e azeite fervente, em vez de antibióticos. Quebrar a continuidade desse estado pode requerer um choque cultural que nem todos estão dispostos a suportar. É algo como se a pessoa tivesse os pés amarrados aos trilhos por onde passará o trem e, em vez de tentar de desamarrar e se libertar, ela opta por fechar os olhos - se ela não vê o trem, logo ele não existe. O noivo se demora, então dormem. No entanto, o noivo chegará, o trem passará, com ou sem a pessoa amarrada aos trilhos, a despeito daquilo que se passa na mente de quem optou por fechar os olhos. No entanto, quem se preparou, quem se proveu de azeite suficiente para manter sua lâmpada acesa até a chegada do noivo, quem se dispõe a desamarrar as cordas que o prendem aos trilhos, não só terá sobrevida, mas poderá entrar na tenda nupcial, embarcar no trem e seguir viagem.

A inércia nos leva a crer que somos todos tão imprescindíveis! Recentemente, a direção de uma importante empresa percebeu que teria que passar em breve por uma mudança cultural muito ampla e por isso decidiu preparar seus empregados para a tal mudança. Para tanto, organizou encontros semanais com profissionais especializados em gestão de mudanças e aconselhamento pessoal. Qual não foi a surpresa da diretoria ao ser notificada que a maioria dos empregados convocados simplesmente não comparecia aos encontros semanais, geralmente com o seguinte argumento: "Estou ocupado demais com minhas tarefas para perder uma manhã por semana ouvindo conselhos". Isso soa algo como "Deixe-me aqui, confortavelmente amarrado aos trilhos"!

Será que essas pessoas teriam ouvidos para ouvir o testemunho de quem um dia já se considerou imprescindível a uma empresa e ao mundo, até que de repente se viu jogado numa cama de hospital por dois anos e meio - quarenta e dois meses inteiros! - sem poder realizar nada daquilo que julgava imprescindível para a empresa e para o mundo? Que dura lição, ver as demais pessoas saindo todos os dias para os seus empregos pela manhã e voltando à noite, enquanto se está preso a uma cama, experimentando pela janela do quarto o sentido mais material de inércia e impotência que um ser humano pode experimentar! Não, ninguém é tão imprescindível a ponto de não poder separar um tempo e se preparar para continuar colaborando para a caminhada da empresa e da humanidade, enquanto tempo houver. Lembremo-nos: a lâmpada ilumina enquanto nela há azeite para queimar. Tratemos, pois, de nos provermos do azeite necessário para iluminar toda a jornada e não apenas parte dela. Àqueles que ainda não acordaram para o fato de que a mudança já começou; àqueles que optaram por fechar os olhos para o trem que apita na curva; àqueles que acham que tudo permanecerá como está: Já nada é como era!

Ainda que seus olhos não alcancem a mudança que já começou, meu conselho é: Àquele que dorme, que se levante. Àquele que está de pé, que caminhe.Àquele que caminha, que corra. Àquele que corre, que voe, pois estão soprando os ventos da mudança, e é hora de içar velas e esticar cordas para atravessar esse oceano e precisamos de todos aqueles que se disponham a navegar.Que DEUS prossiga abençoando a sua vida e o fruto do seu trabalho.

* Robson Lelles é executivo em Estratégias de Negócios. Pós-graduado em Marketing; graduado em Administração e Informática. Seminarista da 1ª Igreja Batista em Inhaúma, RJ. tel:(21)8858-5492 - robson.lelles@gmail.com